02 Out. 2022
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Alandroal

Santuário de Endovélico um local de Culto e Devoção ao Deus Endovélico em Alandroal (c/fotos)

Santuário de Endovélico um local de Culto e Devoção ao Deus Endovélico em Alandroal (c/fotos) Portugal Num mapa
Regional Escrito por  06 Fev. 2022

Povoado fortificado e Santuário de Endovélico, igualmente conhecido como São Miguel da Mota, é um sítio arqueológico que corresponde a um antigo povoado fortificado e um santuário à divindade pré-romana Endovélico, situado na freguesia de Terena, no concelho do Alandroal, em Portugal.

Foi construído provavelmente no século I d.C., durante o período romano, para substituir um outro santuário ao Endovélico, conhecido como Rocha da Mina. Porém, a ocupação humana do local remonta a épocas muito anteriores à conquista romana, tendo sido encontrados vestígios do Neolítico e do Calcolítico.

No século V o templo pagão foi cristianizado com a construção de uma capela nas proximidades, dedicada a São Miguel.
Ir a este santuário é mais do que uma experiência visual, é uma experiência sensorial e poder-se-ia mesmo dizer, apesar do esoterismo implícito, que é uma experiência mística.

À medida que percorremos o caminho em direcção ao santuário, a ribeira de Lucefecit  guia-nos pelo caminho.

Antes de chegar ao Santuário, é possivel avistar um afloramento natural de xisto. Após passar pela ponte que atravessa a Ribeira de Lucefecit, é possível ver do lado direito uma enorme rocha que, segundo estudos feitos sobre esta matéria, será a pedra guardiã do Santuário, apresentando-se esta sob forma de uma águia. 

Crê-se que o santuário de Rocha da Mina deverá ter sido o santuário primitivo a Endovélico, ou seja, o santuário original Lusitano.

Apesar do santuário de S. Miguel da Mota ser muito importante devido ao número de estelas com dedicações a Endovélico em latim e estátuas representativas, o carácter primitivo de Rocha da Mina também mereceu a atenção por parte de eminentes arqueólogos como Leite de Vasconcelos, e mais recentemente por arqueólogos contemporâneos como Manuel Calado ou Maria João Correia Santos, além de estudos mais ao nível do carácter esotérico e iniciático do santuário por parte de Paulo Alexandre Loução ou Gilberto de Lascariz.

A investigação arqueológica e interpretativa atribui ao santuário de Rocha da Mina também uma função de oráculo, em semelhança com o famoso oráculo de Delfos, na Grécia. 

No topo do santuário do Endovélico, encontramos umas escadas talhadas na pedra que nos levam até ao altar, numa configuração que nos remete para outros santuários rupestres no território português como o de Panóias, Pena Escrita ou o enigmático Castelo do Mau Vizinho. No entanto, há um pormenor caracteristico deste Santuário, um poço em forma pentagonal no chão do santuário, com cavidades talhadas na pedra em volta das paredes do poço. Este poço terá exercido ou uma função de pia sacrificial como as existentes nos referidos santuários rupestres, ou, dado a característica de oráculo e de iniciação de Endovélico, de câmara para a incubatio. Esta incubatio terá consistido no pernoitar no santuário, e na recepção de sonhos proféticos ou da aparição em sonhos do próprio Endovélico.

À entrada do poço está uma árvore, onde atualmente são deixadas oferendas ao Deus Endovélico pelos seus devotos, que continuam a realizar rituais pagãos no local.

C/Fotos: Portugal Num Mapa

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