Vila Vicosa

“São mais de 300 anos de história da dinastia de Bragança que estão fechados” e este projeto visa colmatar esta falta de atratividade turística, diz António Manuel Alves (c/som e fotos)

Publicado em Regional 17 junho, 2019

O empresário dos mármores António Manuel Alves, proprietário da Pedreira D’El Rei e do Alentejo Marmòris Hotel & Spa (Vila Viçosa), esteve aos microfones da Campanário a falar sobre um novo projeto turístico que vai surgir na pedreira ativa.

Sendo único na Europa, este projeto resulta da requalificação paisagística “de uma área inativa da pedreira”. Tendo sido retirada uma grua que estava em cima de “um talude que estava em perigo” e ao nivelar o piso, o empresário percebeu que o espaço requeria “um aproveitamento paisagístico”, e está assim a ser revestido a mármore e a ser colocada relva sintética.

“Estou a fazer um mini paraíso num sítio onde se trabalha”
António Manuel Alves

Estando ativa, afirma que a atividade da pedreira e o turismo “estão misturados, sem haver interação”, sendo que os visitantes “passam por um caminho diferente, e não há cruzamento de uma máquina com um turista”.

Sobre a possibilidade de os visitantes verem ao vivo como funciona uma pedreira, explica que vão haver pontos onde haverá “uma explicação por um dos nossos profissionais”, seguindo-se um filme da história dos mármores e uma degustação de produtos regionais. O roteiro proporciona inclusive a oportunidade de visitarem um fumeiro, e “ver como se processava” o fabrico dos enchidos, tendo sido construídas chaminés para o efeito.

Sobre a data de abertura ao público, avança que o espaço já é visitado por muitas pessoas, mas que possivelmente ocorrerá em finais de junho, “quando estiver tudo em ordem”.

“Este projeto está completamente ligado ao Marmòris. No início era para o hotel, agora estou-me a aperceber que o ultrapassa”
António Manuel Alves

Uma plataforma criada no espaço tem capacidade para 50 pessoas ou cerca de 20 caso se trate de uma refeição, avança. Neste último caso, o catering provém do hotel Marmòris, ao qual “este projeto está completamente ligado”. De salientar, que as refeições serão pontuais e apenas para os visitantes desta rota turística pelo mármore, não surgindo como um espaço de restauração.

O empresário proprietário do hotel aponta que este projeto surge não só da ideia de aproveitamento de um espaço, como para colmatar “uma insuficiência de atratividade em Vila Viçosa” a nível turístico, tendo para tal aproveitado o que tinha “em mãos”, sendo o “saber sobre os mármores”.

O projeto surge assim da necessidade de atração para os hóspedes, permitindo “que o Marmòris seja viável”.

António Manuel Alves aponta que o turismo no Alentejo se encontra agregado em Évora, sendo que o património existente em Vila Viçosa está maioritariamente fechado, aponta. “Em Vila Viçosa o que mais me faz confusão que esteja fechado, são mais de 300 anos de história da dinastia de Bragança”, nomeadamente Tapada, o Panteão dos Duques.

“Mas foi o que se calhar fez com que eu pensasse numa alternativa e pensasse neste projeto que à partida era um projeto de contenção de taludes”, aponta o empresário.

Este projeto destaca-se pelo facto de “a pedreira estar a trabalhar”, permitindo às “pessoas sentir o calor humano, nem que estejam a 150 metros de profundidade”, aliado a uma “plataforma com capacidade para 50 pessoas que é algo único na Europa”.

“Há cada vez mais pessoas a procurar coisas diferentes, e isto é completamente diferente”
António Manuel Alves

Inquirido sobre a reação dos trabalhadores a um projeto que vai requerer a interação com visitantes, aponta que é boa, declarando que “até trabalham mais, estão todos satisfeitos porque isto é a garantia para eles”.

O projeto pode criar até 20 postos de trabalho e foi iniciado há 3 anos, tempo durante o qual, “se fizer contas, tenho aqui 1 milhão de euros” investidos. O horário de visitas ainda não está definido, sendo que para o horário de verão, estão até agora estipuladas das 9h às 12h, e das 17h às 22h, evitando as horas de maior calor e não coincidindo com horários de outros espaços turísticos, “queremos ser um complemento de visita ao que já existe”, aponta.

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