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Vila Vicosa

Se o Município de Vila Viçosa não aprovar a proposta para o edifício em Pardais, o Centro de Dia não será “sustentável e autónomo”, diz pres. da UNITATE (c/som)

Publicado em Regional 08 março, 2019

Como noticiado pela RC, a UNITATE tem um projeto para criação de um Centro de Dia na freguesia de Pardais (Vila Viçosa), denominado «Espaço Solidário para apoiar a comunidade», destinado aos concelhos de Vila Viçosa e Alandroal.

O projeto foi vencedor do prémio BPI Séniores, de 50 mil euros e foi, para o efeito, assinado um contrato comodato entre a UNITATE e a Câmara Municipal de Vila Viçosa, para a utilização do edifício da antiga escola primária de Pardais.

Desde então, a UNITATE apresentou duas propostas à autarquia de Vila Viçosa visando a alienação do edifício da autarquia para a UNITATE, ambas sem aprovação.

Tiago Albarroado, presidente da UNITATE, diz a esta estação emissora que a terceira proposta a apresentar ao município “tem que ser muito consolidada e com os pés muito bem assentes na terra”.

“Não estamos a falar dum enriquecimento da UNITATE, é simplesmente ter a garantia que conseguimos ter verba para desenvolver um investimento que ali está”
Tiago Albarroado

As propostas iniciais e que foram recusadas pelo Município de Vila Viçosa, iam no sentido da aquisição do edifício pela UNITATE por um valor simbólico, que poderia desta forma ser apontado como garantia pela entidade, para conseguir um empréstimo junto das instituições bancárias. “Não havendo disponibilidade da autarquia para isso, temos que estudar outras alternativas, mas neste momento vemos dificuldade”, aponta, avançando que se encontram a aguardar parecer jurídico para perceber como se podem “posicionar”.

O dirigente aponta ter havido uma perceção por parte da UNITATE que a resposta Centro de Dia não seria sustentável considerando o baixo número de utentes na freguesia, e que seria “importante conjugar ali a resposta lar”, “que é tipicamente uma resposta com maior procura e que garante uma maior sustentabilidade”. Esta resposta requer “uma intervenção muito superior no edifício”, para a qual a entidade teria de recorrer a fundos bancários. Neste sentido, surgem as propostas apresentadas ao município calipolense pela UNITATE de alienação do edifício, para que este possa ser apresentado como garantia bancária dos investimentos que em si terão lugar.