05 Jun. 2020
Augusta Serrano
Notícias
17:00-19:30

UNICEF em colaboração com Governo e Municípios entrega 80 mil máscaras a crianças portuguesas

Foto ilustrativa Foto ilustrativa Foto: UNICEF Portugal
Regional 09 Abr. 2020

A UNICEF está a apoiar as crianças mais vulneráveis e as suas famílias em todo o mundo na prevenção do contágio do coronavírus. Em Portugal, articulada com o Governo, com as organizações parceiras e com os municípios “Amigos das Crianças”, a UNICEF tem um papel ativo de sensibilização. Para além disso, a UNICEF vai oferecer 80.000 máscaras de proteção e conteúdos para Pais e Educadores.

Em Portugal, o encerramento das escolas e outras medidas de contenção estão a ter um impacto direto no acesso das crianças a uma educação de qualidade, bem como no potencial aumento do risco de abuso e violência, e da ansiedade e do medo, como resultado do isolamento das crianças e das suas famílias. A perda de rendimentos e do emprego afetarão, severamente, muitos aspetos da vida das crianças, e a longo prazo, poderão levar ao aumento do risco de pobreza infantil.

“A UNICEF em Portugal está a trabalhar desde o início do estado de emergência com os seus parceiros e de forma particular com as 39 Cidades Amigas das Crianças. A situação das crianças mais vulneráveis preocupa-nos. Os ganhos adquiridos, nos últimos anos, na saúde, na educação e na proteção não podem ficar suspensos nem em risco. Com os nossos parceiros estamos a construir uma estratégia integrada e com um horizonte temporal pós covid” disse a Directora Executiva da UNICEF em Portugal, Beatriz Imperatori.

A UNICEF Portugal tem vindo a acompanhar a situação das crianças em Portugal e a analisar o impacto da pandemia na realização dos seus direitos. Para melhor apoiar as crianças e os jovens em Portugal, e criar acções de resposta à medida das necessidades, a UNICEF tem vindo a:

· Identificar as necessidades de milhares de crianças e jovens, em particular das mais vulneráveis, junto das entidades parceiras, como escolas, organizações locais e Câmaras Municipais da rede de Cidades Amigas das Crianças;

· Monitorizar, a partir do levantamento de necessidades, os efeitos que a situação está a causar e irá provocar a longo prazo nas crianças e nas famílias.

A colaboração da UNICEF Portugal com o Governo e organizações que trabalham com crianças, tem como objetivo sensibilizar para a implementação de medidas nacionais de protecção da criança e a capacitação dos actores locais na resposta social às crianças em situação mais vulnerável. A UNICEF manifesta a sua satisfação com algumas das medidas já implementadas pelo Estado português, em particular ao nível da educação e proteção social das famílias. No entanto, no sentido de garantir os direitos de todas as crianças, a UNICEF Portugal apela ao Estado português que considere os impactos nas crianças e jovens e que tome as medidas adequadas para proteger os seus direitos, durante e após a pandemia do COVID-19, em concreto:

1. Assegurando o direito de todas as crianças a aprenderem:

    Assegurar o acesso a uma educação à distância inclusiva e de qualidade para todos, no sentido de garantir a aprendizagem de todos e a continuidade dos programas educativos individuais de cada criança; Durante o 3.º período, promover e centrar a aprendizagem e a avaliação nas competências pessoais e sociais dos alunos (p. ex.: pensamento crítico, criatividade, autonomia, resiliência, inteligência emocional), no sentido de formar crianças autónomas e responsáveis.

2. Protegendo as crianças da violência, maus-tratos e abuso:

    Garantir a adoção de planos de contingência social dos serviços sociais para crianças, dotando-os de competências e recursos financeiros e humanos adequados para assegurar a continuidade do acompanhamento presencial junto das crianças em risco ou perigo e das que precisam de intervenção especializada (crianças com deficiência; crianças e jovens em acolhimento), tendo em conta o seu interesse superior. A protecção da criança não pode ficar suspensa.

3. Apoiando as famílias face às suas necessidades actuais e de médio prazo:

    Dar seguimento às medidas já adoptadas em matéria de protecção das famílias e alargar a sua abrangência para prevenir e mitigar novas situações de vulnerabilidade em famílias que perderam rendimentos, bem como o seu período de vigência, para assegurar uma resposta adequada após a aplicação do estado de emergência. Acautelar, também, o efeito a médio prazo nas famílias da suspensão das medidas extraordinárias, temporárias e transitórias.

4. Mantendo as crianças saudáveis:

    Garantir que os serviços de saúde materno-infantil e infantil e juvenil continuam a assegurar uma resposta de qualidade e atempada às crianças e aos seus cuidadores para garantir o bem-estar e o pleno desenvolvimento das crianças, nomeadamente promovendo o aleitamento materno, a continuidade dos programas de vacinação, das consultas de vigilância e de acompanhamento de crianças com necessidades de saúde especiais, entre outros.

O apoio da UNICEF traduz-se ainda, na:

·  Distribuição de 80.000 máscaras de protecção para profissionais de saúde no valor de €50.000

·  Elaboração de conteúdos para sensibilizar, informar e apoiar os pais, cuidadores, professores, educadores e outros profissionais com conselhos para lidar com o atual momento em casa, na escola ou na comunidade.

"A UNICEF existe há 40 anos. Durante estas quatro décadas temos ajudado crianças vulneráveis e as suas famílias em todo o mundo. Essa ajuda só foi possível com o apoio de doadores em todo o mundo. Em Portugal, por exemplo, a campanha digital de angariação de donativos para o ciclone Idai em Moçambique foi a maior de sempre no país. Os Portugueses têm estado sempre ao lado da UNICEF, com a sua generosidade, e agora, é a altura da UNICEF também ajudar Portugal”. – conclui Beatriz Imperatori, Directora Executiva da UNICEF Portugal.

Foto ilustrativa.

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