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Universidade de Évora e REN criam “ilhas de biodiversidade” sob postes de alta tensão

Publicado em Regional 31 outubro, 2018

Através de um protocolo assinado entre a Universidade de Évora (UÉ) e a REN – Redes Energéticas Nacionais, no âmbito de projeto LIFE LINES - Redes de Infraestruturas Lineares com Soluções Ecológicas, coordenado pela academia alentejana e que envolve outros seis parceiros, estão a ser criadas “ilhas de biodiversidade”. Estas ilhas encontram-se debaixo de postes de linhas de transporte de energia, com o objetivo de funcionarem como refúgios para pequenos animais.

O protocolo entre a REN e a UÉ visa o “estudo e conservação de comunidades de animais debaixo das linhas de transporte de energia”, adiantou a empresa à comunicação social. Segundo a REN, a parceria envolve ainda a colaboração dos proprietários dos terrenos atravessados pela linha Palmela-Évora e Estremoz-Divor.

O LIFE LINES é um projeto exclusivamente português e envolve, além da UÉ e agora também da REN, a Infraestruturas de Portugal, as câmaras de Évora e Montemor-o-Novo, a Associação de Desenvolvimento Local Marca e as universidades de Aveiro e do Porto (Faculdade de Ciências).

A iniciativa procura ensaiar, avaliar e disseminar medidas de mitigação aplicáveis às infraestruturas lineares, ou seja, ferrovias, estradas e linhas de transporte de energia, em várias espécies e, ao mesmo tempo, promover a criação, ao longo das mesmas, de uma “Infraestrutura Verde” que estimule o incremento e a conservação da biodiversidade.

Em declarações à agência Lusa, António Mira, professor do Departamento de Biologia da UÉ e coordenador do LIFE LINES, explicou que “estas zonas estão sempre muito rapadas”. Assim, "vedámos, semeámos e, por não haver ali a perturbação do pastoreio, criámos condições para se formar uma espécie de ilha de vegetação diferente de tudo o que está à volta” e que vai criar um habitat, capaz de atrair “borboletas, musaranhos, ratinhos, insetos e aves”, frisou.

Em termos práticos, adiantou ainda, as medidas envolvem “a criação de refúgios e de corredores para espécies de pequeno porte”, graças ao aproveitamento do “espaço debaixo dos postes. Segundo o docente, “as pessoas acham que estas pequenas espécies não são importantes, mas, com esta experiência nova, pedacinho a pedacinho, contribuímos para a biodiversidade e para os serviços de ecossistemas que este conjunto de espécies, a que nem damos muita atenção, nos presta a todos, por exemplo para a purificação da água”.

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