16 maio 2022
Nuno Rocha
À mesa com a RC
13:00-14:00

Vila Vicosa

"Vamos candidatar a rede de água em baixa e a regeneração urbana, num investimento de 4M€", diz presidente da CM de Vila Viçosa (c/som)

Regional 15 Jan. 2022

A Estratégia Regional do Alentejo 2030 ainda que não tenha avisos abertos, a maioria dos Municípios já tem vários projetos que gostaria de candidatar.

Neste âmbito, a Rádio Campanário falou com o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, que questionado sobre a existência de projetos específicos para serem apresentados após a abertura dos avisos, referiu que “estamos a elaborar projetos e a iniciar a elaboração de projetos,” explicando que esses projetos serão “adjudicados a empresas, porque não há capacidade dos serviços para os realizarem todos.”

Sobre os projetos em concreto, o presidente avançou que o que “estamos a preparar para o 2030 é a intervenção na rede de águas,” nomeadamente a “remodelação da rede em baixa, e a regeneração urbana de Vila Viçosa e das Freguesias.”

No que diz respeito à regeneração urbana, Inácio Esperança refere que “para podermos candidatar à regeneração urbana já estamos a fazer as ARU´s” (Áreas de Reabilitação Urbana) sendo que “já foram adjudicadas as ARU´s de Bencatel e de São Romão, porque não tinham” e este é  “ um instrumento de gestão do território obrigatório para nos candidatarmos a projetos de regeneração urbana.”

No que diz respeito às outras Freguesias, de acordo com o presidente “Pardais já tinha ARU,” assim “como Vila Viçosa e aí já estamos a trabalhar em projetos para execução.”

No que diz respeito à Área de Reabilitação Urbana de Pardais, “o anterior executivo deixou um, que é a rua das escolas,” destacando o presidente que “pensamos que é perfeitamente aproveitável”.

No que diz respeito a Vila Viçosa, “não existe nenhum projeto de regeneração.”

O presidente sublinhou ainda que “estamos a tentar encontrar os meios financeiros para poder fazer os projetos de regeneração urbana” no concelho.

Sobre os projetos da rede de águas do concelho, Inácio Esperança avançou “já contactámos duas empresas para apresentarem proposta para elaboração do projeto, para que, assim que vierem os avisos, possamos começar a remodelar a nossa rede de águas em baixa.”

Questionado se há previsão dos valores deste projeto, Inácio Esperança refere que “a remodelação total da rede de águas do concelho e das freguesias, nunca será menos de 3/4 milhões de euros, porque isso implica levantar ruas e tornar a repor, levantar pavimentos e repor, é um trabalho com alguma complexidade.”

A nível da comparticipação do município, e após ser questionado se este tem uma situação financeira capaz de fazer face a projetos no valor de 4 milhões, o presidente explicou que para os“projetos sim,” contudo, para “a obra executada não.”

De acordo com o presidente “a questão não é o projeto, eu acho que temos que ter os projetos, mas pode ser por execução num ano, em dois ou em dez.”

Na sua opinião, Inácio Esperança refere que “estamos a falar de uma obra para dez anos, mas os estudos o dirão. O que importa agora é fazer os estudos, vermos exatamente o que é que nos vai custar e como é que vamos ter que intervir, para termos uma rede de águas que tenha roturas o mínimo possível e que permitam um abastecimento de qualidade às pessoas.”

O presidente sublinhou ainda que “não é que aquele que tenhamos não tenha qualidade, que tem,” acrescentando que essa qualidade da água de que fala é em termos “bacteriológicos e em termos químicos, mas não tem qualidade em termos da confortabilidade do abastecimento, porque ele está a ser interrompido quase diariamente.”

Para as candidaturas ao Alentejo 2030, o presidente refere que a ordem de trabalhas passa por “primeiro, ter os projetos,” pois “sem projetos não há obra nem há candidatura. Depois, ver qual é a comparticipação que o Estado vai dar nos projetos de remodelação das Redes de Águas, que ainda não sabemos” pois “ainda não saiu o 2030 e, conforme isso e a nossa capacidade de execução, iremos executar.”

Em conclusão Inácio Esperança referiu que “vamos priorizar,” sublinhando que “este projeto não é um projeto do concelho todo,” acrescentando que “o projeto é um, mas vai ter várias fases de execução e, depois de saírem os regulamentos, vamos ver até onde podemos ir e o que podemos fazer em cada um.”

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