"A cultura é aquilo que nos alimenta a alma" diz vera. Vitória Branco na apresentação do livro de Fausto Reis

Reportagens 17 Fev. 2020

No passado sábado dia 15 de fevereiro, a Rádio Campanário esteve presente na apresentação do novo livro do viseense, Fausto Reis, “Entre as Brumas da Memória”, na Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, onde a vereadora Vitória Branco marcou presença e prestou declarações aos microfones da rádio tal como o autor da obra, Fausto Reis.

Na opinião de Vitória Branco este é um evento bastante importante, pois “hoje em dia lançar um livro não é para qualquer um”, sendo que nos dias de hoje “são desafios extramente interessantes” e têm sido prática comum na biblioteca de Elvas.

A apresentação de livros, segundo a vereadora, são eventos que “todos nós devemos de aderir” já que, como o autor disse na sua apresentação “o livro é o nosso companheiro, o nosso amigo, é quem nos faz viajar sem sair de casa, é quem nos faz chorar sem saber porquê, é quem nos faz rir e portanto um livro é como um filho de cada um de nós”, lembrou Vitória Branco, frisando a importância de se manterem as apresentações de livros na biblioteca Dra. Elsa Grilo.

Questionada acerca da importância da temática deste livro para Elvas, Vitória Branco diz que “é muito importante”, já que a ação do livro centra-se em Elvas, mais concretamente no Forte da Graça e a leitura desta obra é bastante interessente para a vereadora já que esta história nos remonta para outras partes do mundo.

Vitória Branco revela que todos os dias existe uma aposta forte na cultura de Elvas, este que é um trabalho diário e necessário, pois como a vereadora nos diz “a cultura é aquilo que nos alimenta a alma”.

Fausto Reis, autor da obra, questionado acerca da importância de apresentar o seu livro em Elvas, referiu que, “tem uma importância extraordinária” e revelou que “é um orgulho e uma honra vir a Elvas apresentar este livro”, pois na sua opinião, “Elvas é uma cidade maravilhosa, histórica, uma cidade militar, que é património mundial”. O escritor frisou o facto de esta cidade estar situada numa zona tão rica como o Alentejo e os edifícios, únicos no mundo, que esta cidade possui como elementos que contribuem para esta apresentação ser considerada uma experiência bastante enriquecedora.

O viseense conta que estudou bastante sobre Elvas no processo criativo da obra, recorrendo a documentos, factos soltos, como jornais e revistas da década de sessenta, para possibilitar o seu maior conhecimento acerca da cidade e poder escrever sobre ela e o seu funcionamento nesta época. Foi através de documentos preservados na biblioteca municipal de Elvas e no arquivo municipal que permitiram ao escritor sintetizar algumas informações acerca da cidade na década de 1960, época que o autor considera "riquíssima".

Questionado acerca da razão para que o espaço temporal da sua obra fosse a década de 60, Fausto Reis, explicou que é uma época "muito rica" onde ocorreram bastantes acontecimentos que mudaram o rumo da história de Portugal, sendo este, um espaço temporal ainda um pouco desconhecido dos jovens de atualmente na sua opinião. Este livro mesmo não sendo um livro histórico será segundo o autor "um veículo para conhecer melhor a década temporal de 1960" visto que são retratados fatos reais.

"Com a devida humildade é apenas um contributo" respondeu Fausto Reis à pergunta de qual o impacto no turismo e na cultura de Elvas que esta obra terá, referindo ainda que, "lamento que o poder central não trabalhe mais na riqueza cultural e patrimonial que existe no nosso país, seja no Alentejo, Beira ou Trás-os-Montes". Com muito para explorar, é uma pena para o autor não se potenciar mais o "turismo" em certas regiões, descentralizando o poder e decisões para "zonas brilhantes que já muito deram ao país como é particularmente o caso de Elvas e de todo o Alentejo"

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