Mourao

António Delgado diz que "quando vi a propriedade fiquei apaixonado e motivado para investir na região cerca de 3 milhões de euros neste hotel de luxo". A RC mostra-lhe as imagens (c/som)

Publicado em Reportagens 03 julho, 2019

O novo empreendimento hoteleiro de quatro estrelas à beira do Alqueva, Herdade dos Delgados foi esta quarta feira (3 de julho) inaugurada.

Situado no coração do Lago de Alqueva, no concelho de Mourão, a cerimónia de inauguração contou com a presença do secretário de Estado da Valorização do Interior, João Paulo Catarino, dos acionistas da unidade hoteleira António e Lourdes Delgado, da autarca de Mourão, Maria Clara Safara, do presidente da entidade Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva entre outras individualidades presentes.

A Rádio Campanário marcou presença na inauguração e recolheu as declarações de Maria Clara Safara, autarca de Mourão, que começa por referir aos nossos microfones que “para nós é um filho que nasce, um filho que muito ansiávamos”.

A edil congratula-se com o investimento uma vez que “um hotel com esta dimensão que cria postos de trabalho e que dinamiza a economia local “é sempre uma mais valia para o concelho e para a região.

Maria Clara Safara explica aos microfones da Campanário que “mais de metade dos colaboradores do hotel são de mourão”, acrescentando que “a economia local beneficia, pois já existem parcerias com as empresas locais”.

“Estes investimentos trazem pessoas a Mourão e a toda a região Alentejo”
Maria Clara Safara

No seu discurso, Maria Clara Safara, não deixou de mostrar algum descontentamento pela falta de investimento que o concelho regista, explicando aos nossos microfones que “o plano de ordenamento da barragem contemplou grandes investimentos, no entanto apenas temos 2 no concelho de Mourão, um deles tem 40% da obra feita, mas está parado”.

A autarca refere ainda que a Herdade dos Delgados só foi possível ser concretizada porque “já existia uma ruína na propriedade e a mesma estava fora das zonas de proteção”. Maria Clara Safara considera mesmo “uma pérola que aqui foi encontrada e que permitiu a realização do empreendimento”.

Para a edil este investimento “era esperado desde o enchimento da barragem”, acrescentando que “já desesperávamos por ele, pois não surgia nenhum desta dimensão”.

Maria Clara Safara refere ainda que “qualquer presidente de câmara pretende que exista o máximo de investimento no seu concelho, no entanto estamos muito limitados derivado da situação económica do concelho, ainda assim conseguimos a isenção das taxas de construção”.

António Ceia da Silva presidente da entidade regional de Turismo Alentejo e Ribatejo este empreendimento é mais um exemplo de que “criámos um destino de excelência com elevada qualidade, com preocupações na área da qualidade, da certificação, da identidade”.

Para Ceia da Silva “o Alentejo tornou-se apetecível para que os turistas o procurassem, se temos turistas temos também empresários, tudo se torna um bom investimento”, acrescentando que “as dormidas aumentaram muito significativamente, somos a região que mais cresce no país, os proveitos subiram acima dos 20%”.

No caso concreto da Herdade dos Delgados, o presidente da Turismo Alentejo e Ribatejo considera que “os investidores sentiram que esta região era apetecível do ponto de vista do investimento, e aqui estão eles a realizarem investimentos significativos”.

“É mais uma unidade de excelência que fica mesmo junto ao Alqueva, tem uma paisagem deslumbrante, está muito bem estruturada pois trabalha muito o setor famílias”
Ceia da Silva 

Questionado pela RC sobre qual a sustentabilidade destas unidades, Ceia da Silva refere que “existe total sustentabilidade, não é por acaso que o Grupo Vila Galé decidiu abrir 3 unidades no distrito de Portalegre”.

Para o presidente “estes investimentos são altamente sustentáveis, caso contrário os investidores não colocavam aqui o seu dinheiro”.

No entanto, Ceia da Silva, não deixa de referir que “temos sim um problema, que é a falta de mão de obra, a solução poderá passar por Portugal trabalhar a migração, ou seja necessitamos de captar mão de obra lá fora porque não a temos”, acrescentando que “por agora ainda tem sido possível com a prata da casa, com os quadros que vem das escolas de hotelaria e turismo, no entanto sabendo eu dos investimentos que vão surgir posso dizer que não chega”.

Para António Delgado, acionista e investidor “quando surgiu a hipótese de fazermos aqui alguma coisa empenhei-me a 100%”.

O investidor conta aos nossos microfones que “tive conhecimento que este monte estava para venda apenas por curiosidade, através de uma imobiliária na minha terra natal que é Proença a Nova”. Ao início existiam “mais interessados”, na sua maioria estrangeiros, mas a determinação de António Delgado levou-o a adquirir a propriedade.

Relativamente ao projeto, António Delgado explica que “são 10 hectares nesta península de Alqueva, somos o único projeto autorizado pela câmara e pela EDIA neste perímetro que vai até a Amieira”.

“Quando vim ver a propriedade fiquei logo apaixonado pela região, a paisagem é magnífica”
António Delgado

A unidade hoteleira conta com “24 suites, 3 apartamentos, temos um multiusos para diversos tipos de eventos, temos diversos campos desportivos (paddel profissional, basquetebol, futebol 5 e ténis), temos um ancoradouro para desportos náuticos, temos um circuito de manutenção em toda a volta do hotel, temos spa completo, piscinas, restaurante e bar”.   

O investidor refere ainda aos microfones da RC que “espero vir a aumentar a capacidade do hotel”, acrescentando que deu preferência aos produtos da região” e que “nada foi alterado na paisagem, que de facto é espetacular”.

No que concerne ao investimento, António Delgado refere que “de início foram logo 3 milhões de euros”, referindo também “que uma parte foi cofinanciada através da ligação ao Dark Sky”.

 

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