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Elvas

“É uma obra importante para Elvas, para o Alentejo e para o país, e é por isso que aqui estou de corpo inteiro como se estivesse em Lisboa”, diz Ministro do Planeamento (c/som e fotos)

Reportagens 12 Abr. 2019

Decorreu esta sexta-feira (12 de abril) em Elvas, a cerimónia de adjudicação da obra da Escola Básica 2,3 nº 1 de Elvas (Ciclo de Santa Luzia), à empresa Ramalho Rosa Cobetar – Sociedade de Construções S.A, por 6,2 milhões de euros.

Na cerimónia esteve presente Nelson de Souza, Ministro do Planeamento, que em declarações à RC destacou a importância da obra para a coesão territorial e para a política de desenvolvimento do país.

O governante aponta que o projeto “nunca será financiado a 100%”, mas que “há questões que continuamos a resolver que vão mitigar parte essencial do problema”.

“É o maior investimento até agora realizado pelo município”
Nelson de Souza

Apesar de todo o esforço que reconhece ao presidente da Câmara Municipal de Elvas para conseguir fundos, “ainda não suficientes de forma a termos um peso que seja aceitável e suportável pelo município numa obra”.

“Imagino que este projeto possa ser um sonho para alguns, para nós já vai sendo uma realidade”, diz à RC Nuno Mocinha, presidente da Câmara Municipal de Elvas.

O autarca afirma que sozinho, o município “não conseguiria levar por diante” levar por diante este projeto, sendo importante o papel do Ministério da Educação e dos fundos comunitários.

“Imagino que possa ser um sonho para alguns, para nós já vai sendo uma realidade”
Nuno Mocinha

Num investimento total de 7,7 milhões de euros, foi adjudicada esta sexta-feira a construção global da escola, seguindo-se o acesso à escola e o equipamento da infraestrutura.

“Neste momento temos 4,5 milhões de euros” de fundo perdido para o investimento, avança o autarca. Questionado se a autarquia conseguirá suportar os restantes 3 milhões de euros, caso não consiga outras fontes de financiamento, afirma que “é evidente que o município tem que acautelar no seu orçamento a possibilidade de não virem mais fundos do que os que existem”.

Considerando que a educação é “um dos setores fundamentais para o futuro”, se o município de Elvas “não conseguir encontrar outras formas de financiamento, terá que atrasar outro tipo de investimentos”.

É expectado que a obra esteja concluída no final do ano letivo de 2021, entre os meses de junho ou julho.

O presidente da CCDRA, Roberto Grilo, aponta a “importância e a qualificação para a região”, considerando ser mais “um passo fundamental nesta NUT e neste concelho de Elvas, com um investimento de aposta de futuro, de educação”.

Roberto Grilo considera fundamental “criar condições para que as gerações que nos antecedem tenha qualificações” de maneira a que “possam continuar a afirmar esta nossa região, este concelho e o país, especialmente ao nível da educação, um pilar que muito privilegiamos”.

A Campanário procurou saber porque é que o projeto começou do zero, ao que Roberto Grilo explica que “não estavam criadas as condições para que fossem os municípios a desenvolver as candidaturas e implementa-las no terreno”.

O presidente da CCDRA diz que “foi um longo trabalho que a autoridade de gestão teve com o senhor ministro, na altura na qualidade de secretario de estado, e com as comunidades intermunicipais para que se criassem condições aos municípios para operacionalizarem um conjunto de equipamentos que estavam mapeados para este efeito”.

“temos de continuar a criar condições e instrumentos para valorizar a região”
Roberto Grilo

Roberto Grilo informa que “o investimento ronda os 4.5 milhões de euros já garantidos pelo FEDER”, o presidente da CCDRA não se mostra preocupado com os níveis de execução, canalizando as suas preocupações para “continuar a responder ao território criando as condições e os instrumentos para que possamos continuar a afirmar a nossa estratégia,  e isso está a acontecer e a prova é esta”.

O presidente da CCDRA acrescenta ainda que “obviamente que quando se fala de execução é sempre tudo muito relativo, não estamos muito atrasados, existiram atrasos por força de algumas alterações como esta em que tivemos de vir a pactuar com as CIMS e tudo isto demora o seu tempo, no entanto continuamos a trabalhar a bom ritmo para que a região continue a apropriar-se dos fundos para o efeito, sem que exista o risco de os perder”.