22 agosto, 2019
Augusta Serrano
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Redondo

“É de extrema importância a Associação de Apicultores da Serra D’Ossa”, diz autarca de Redondo sobre reativação da entidade (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 08 outubro, 2018

A Associação de Apicultores de Serra D’Ossa, desativada desde 2002, vai ser agora reativada por iniciativa de um grupo de apicultores da zona. No passado sábado, dia 6 de outubro, decorreu a primeira iniciativa em Redondo, um Seminário sobre Sanidade Apícola, subordinado à importância da colheita e envio de amostras para laboratório.

A RC falou com Ana Serrenho, presidente da associação que afirma que a reativação da mesma se prende com o facto de haver “muita gente com projetos novos e vontade de fazer alguma coisa”.

Neste momento, já existem cerca de 30 apicultores interessados em juntarem-se à associação, “mas é um longo trabalho que temos pela frente”, explica, nomeadamente na criação de vantagens para atrair produtores que, entretanto, se juntaram a associações em localidades mais distantes.

O tema do seminário é crucial, aponta, na medida em que um dos primeiros objetivos da associação é “tornar-nos zona controlada” em termos de análises sanitárias, e considera que existem “poucos apicultores que têm formação nesta área”.

António Recto, presidente da Câmara Municipal de Redondo, afirma que o município se encontra disposto a apoiar o associativismo, uma vez que considera que desta forma serão mais facilmente atingidos os objetivos dos apicultores.

Tendo a iniciativa partido dos apicultores, diz à RC que “já não é o número de produtores que Redondo tinha, mas ainda é um conjunto” maioritariamente jovem, sendo fundamental a criação de estímulos para que “mantenham a sua atividade”.

A associação abrange não só os apicultores de Redondo, como de concelhos vizinhos como Estremoz e Alandroal.

A palestrante Maria José Valério, técnica veterinária do INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária), realça à RC a importância do envio de amostras para os laboratórios devido à inexistência muitas vezes de sintomas de doenças e ao fraco sistema imunitário das abelhas.

Para “evitar o aparecimento de determinadas doenças ou a disseminação das mesmas” destaca três pontos fundamentais, sendo eles “o envio de material para o laboratório, […] as visitas periódicas ao apiário e a desinfeção do material apícola”.

Ao longo da palestra, a técnica explicou aos apicultores presentes como deve ser feita a recolha das amostras, assim como alguns sinais de alerta para determinadas doenças.

 

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