Borba

Festa da Vinha e do Vinho é uma aposta contínua “naquilo que há de bom” no concelho de Borba, diz António Anselmo (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 12 novembro, 2018

Foi inaugurada, no passado sábado (10 de novembro), mais uma edição da tradicional Festa da Vinha e do Vinho, em Borba, promovida pelo Município, que pela sua 27ª continua a apostar na promoção “daquilo que há de bom” no concelho, disse o autarca António Anselmo à RC.

Para esta edição do certame, que decorre até 18 de novembro, contam-se 85 expositores desde o artesanato, produtos regionais e onde se destacam os produtores de vinho do concelho de Borba, que embora este ano com uma diminuição nas participações do setor vitivinícola, marcam presença “11 produtores de qualidade”, entre eles “as adegas mais importantes do concelho e adegas de mais pequena dimensão, mas com muita qualidade”, disse o autarca.

“Se não vierem alguns artistas de renome, as pessoas acabam por não vir”

 

No que respeita à restante programação, o autarca António Anselmo reconhece que este tipo de certame é “repetido em todo o lado”, motivo pelo qual afirma que “se não vierem alguns artistas de renome as pessoas acabam por não vir”. Nesse sentido, o município de Borba tem apostado num cartaz musical de excelência e mantido as entradas gratuitas no que respeita a esta parte do certame.

Com uma vasta programação, o certame apresenta uma série de colóquios e debates “que abordam o vinho e a vinha em si”, explicou o autarca, acrescentando que serão ainda relacionados com as “alterações climatéricas”, pois é um fator decisivo para a produção de um produto de qualidade.

 Também a esta estação emissora, João Cavaleiro Ferreira, da Turismo do Alentejo e Ribatejo, realça o facto de ser a 27ª edição é “extraordinariamente importante”, especialmente por ser um certame realizado “com as possibilidades que a autarquia tem”.

Em termos de atração ao público em geral, o responsável refere que “a grande maioria dos eventos funcionam, cada vez mais com base, nos artistas que vêm” e nesse sentido os organizadores “fazem o melhor possível para atrair as pessoas”.

“A grande maioria dos eventos funciona, cada vez mais, com base nos artistas que vêm”

 

Questionado sobre o centro deste certame, a vitivinicultura, João Cavaleiro Ferreira afirma que o setor “tem crescido em quantidade e em qualidade” nesta região, o que tem vindo a ser uma peça fundamental de uma economia regional.

Também á RC, o presidente do município de Vila Viçosa, Manuel Condenado parabeniza Borba pela realização de mais uma edição do certame, enaltecendo o “esforço e o empenho na realização desta iniciativa”.

 “Borba é um exemplo para todos os autarcas da região e até do país”

 

Destacando o facto do tradicional certame ser realizado pela 27ª vez ininterruptamente, o autarca calipolense afirma que “Borba é um exemplo para todos os autarcas da região e até do país”, pois “não é fácil realizar 27 anos seguidos uma iniciativa com o esforço próprio da autarquia, numa região em que os apoios são escassos”.

Também a esta estação emissora, o autarca de Estremoz, Luís Mourinha, realça que este tipo de certames têm um papel essencial “para que as pessoas envolvidas diretamente ou indiretamente na produção melhorarem as suas produções”.

Segundo o autarca, é através da “troca de informações e visibilidade daquilo que é produzido” que o “nível da qualidade do vinho tem subido muito”. Nesse sentido surge a “concorrência leal” no setor vitivinícola, algo que o autarca considera que tem sido “uma vantagem da nossa zona”.

 “Concorrência leal é uma vantagem da nossa zona”

 

Borba e Estremoz são hoje “nomes muito importantes” no mercado vitivinícola, afirmou Luís Mourinha, destacando o “microclima interessante” que ambos os municípios têm e potenciam o setor, considerando até decisivo depois “da crise que se passou nos mármores” com a criação de emprego.

Questionado sobre a possibilidade de uma iniciativa intermunicipal, uma vez que são dois municípios com cartas dadas no setor vitivinícola, Luís Mourinha realça que a falta de “compensação financeira para eventos intermunicipais” pode não ser favorável devido Às restrições financeiras que cada autarquia apresenta.

Já a presença de outras autarquias na inauguração do certame é “a prova de que este tipo de iniciativas e eventos são bons para todos”, disse à RC o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Cáudio Carapuça.

“Há com certeza quem venha à Festa da Vinha e do Vinho e aproveite para ir a Elvas visitar o património”

 

“Há com certeza quem venha à Festa da Vinha e do Vinho e aproveite para ir a Elvas visitar o património”, disse o autarca elvense, reforçando que, na sua opinião, é através do “espirito de colaboração e de participação entre todos que pode promover o desenvolvimento da região”.

Para o deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora pelo PSD para a Assembleia da República, o certame não se faz só de vinho e destaca a importância da vinha, pois é “muito importante em termos de paisagem, património, turismo e é uma imagem de marca da nossa região”.

Sendo a vinha e o vinho duas coisas “umbilicalmente ligadas”, o deputado destaca a importância de se associarem, algo que o Município de Borba tem feito “há 27 anos consecutivos de uma forma muito inteligente, sem ter que depender das empresas mas promovendo as empresas e estimulando os negócios”.

Nesse sentido, o deputado afirma que o setor vitivinícola deve pensar “em termos científicos naquilo que é adequado, tendo em conta as alterações climáticas, a falta de água e os problemas que vão surgindo” e deve “perceber que é um setor que precisa de gente qualificada”.

“Era fundamental haver um certame fortíssimo na região associado ao setor do vinho”

 

Questionado sobre a possibilidade de um certame intermunicipal, António Costa da Silva considera que seria “fundamental haver um certame fortíssimo na região associado ao setor do vinho” de forma a aproximar “a discussão científica e as tecnologias” ao setor.

António Costa da Silva deixa ainda a nota de que os produtores poderiam organizar-se para criarem “uma central de compras” que facilite a aquisição de forma diferenciada mas em quantidade para todos, pois “em conjunto têm melhores preços” como é o exemplo de rolhas, rótulos, embalagem e equipamentos.

 

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