Montemor o Novo

Herdade do Freixo do Meio "beneficiou de cerca de 20% de apoios comunitários, no entanto, os subsídios prejudicam-nos bastante mais do que nos ajudam", diz coordenador (c/som e fotos)

Reportagens 10 Mar. 2020

Decorre esta terça feira, dia 10 de março de 2020, o evento ‘O Alentejo Social Innovation Safari’, organizado pelo Centro Europe Direct Alentejo Central e Litoral, que consistirá em visitas a vários projetos apoiados por fundos comunitários na região do Alentejo Central.

A Rádio Campanário encontra-se a acompanhar as visitas aos diferentes espaços, tendo a segunda visita sido na Herdade do Freixo do Meio, uma Cooperativa, que estrutura o trabalho de economia social desenvolvido na herdade do Freixo do Meio há várias gerações, pretende essencialmente integrar e regular os diferentes usos deste Bem Comum. O objetivo principal é o de compatibilizar a melhoria permanente da relação com os recursos e a obtenção da abundância de bens e de serviços. Para tal, a Cooperativa de Usuários do Freixo do Meio, Crl, adotou uma vocação integral embora se centre inicialmente no alimento.

Aos nossos microfones o coordenador do projeto, Alfredo Cunhal Sendim, começa por explicar que “este projeto já tem alguns anos, a herdade veio parar às mãos da minha família e o projeto verdadeiramente deverá ter começado em 1990”.

Questionado sobre a relevância dos fundos comunitários, o coordenador refere que “representam cerca de 20% do investimento”, no entanto, “não considero que a estratégia que tem sido seguida pela Europa seja a correta, da mesma maneira que não considero que sejam necessários subsídios para fazer o trabalho certo”.

 “Os subsídios prejudicam-nos bastante mais do que nos ajudam”
Alfredo Sendim

Alfredo Cunhal Sendim explica que “em 600 hectares trabalham 35 pessoas com contratos de trabalho permanentes, aos quais acrescem cerca de 10 pessoas em programas de estágios e voluntariado”, o que representam “muito mais que a média da região”.

Questionado sobre qual o plano para o futuro, o coordenador refere que “nós existimos para fazer experiências, quer a nível ecológico, técnico ou social”, assim “o nosso plano passa por enriquecer a estrutura e o conceito original do montado, mas com o apoio das novas tecnologias”.

Alfredo Cunhal Sendim afirma que “queremos transformar o montado em algo ainda mais produtivo”, acrescentando que “queremos colocar esta herdade dentro de um bosque, com diferentes estratos de árvores, essencialmente virada para a produção de frutos”.

A Cooperativa teve um projeto PDR2020 aprovado, trata-se de um projeto da medida dos grupos operacionais e é um projeto demonstrativo de uma técnica específica na regeneração de sistemas florestais: o desenho em “keylines”.

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