Foram iniciados hoje, segunda-feira, dia 21 de agosto, os trabalhos de retirada de toneladas de peixe da Barragem da Vigia, com vista à preservação e melhoria da qualidade da água.
A Barragem encontra-se a 14% da sua capacidade, encontrando-se o consumo diário dos regantes limitado a 20 mil m3 de água diários, para garantia do abastecimento público, facto que levou o Governo a decretar a retirada de toneladas de peixe da mesma, visando evitar a contaminação da sua água.
David Catita, representante da EDIA, empresa responsável pela coordenação dos trabalhos de “remoção de biomassa piscícola”, com a Agência Portuguesa do Ambiente, prestou declarações à Rádio Campanário, presente no local.
No Inverno, a quantidade piscícola presente na Barragem da Vigia era “equilibrada” comparativamente com o volume de água, explica, tendo atualmente descido o nível de água. As “espécies estão concentradas em pouca água”, começam a competir entre si “por alimentos, por oxigénio”, aumentando a sensibilidade das mesmas “a fenómenos de mortalidade”, tais como a temperatura.
Consequentemente, os peixes que morrem, degradam “a qualidade da água, que é o que queremos preservar, com esta ação”, diz o representante da EDIA.
David Catita recorda que, tal como noticiado pela RC, a ação será repetida em mais três albufeiras alentejanas, Divor, Monte da Rocha e Pego do Altar, à semelhança de ações que já foram realizadas “nas albufeiras do Alqueva”, sendo esta “uma ação preventiva para garantir a qualidade da água”.
Da Barragem da Vigia, adianta, pretendem retirar “mais ou menos 30 toneladas” ao todo, distribuídas por 10 dias de recolha, a 3 toneladas por dia, mas “vamos ver se os trabalhos o permitem”. Das restantes barragens, que são maiores, pretende-se retirar mais peixe.
O peixe retirado será destinado ao fabrico de “isco para pesca, ou para alimentação animal direta, em reservas de caça para javalis”, explica David Catita.

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