Crato

Grande plataforma fotovoltaica justifica a construção da Barragem do Pisão (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 07 junho, 2019

Decorreu na tarde desta sexta-feira (7 de junho), em Crato, a apresentação dos resultados da Comissão de Avaliação para a Construção da Barragem da Pisão, em que foi anunciada a construção da infraestrutura esperada há décadas pela região.

Em declarações exclusivas à RC, Pedro Siza Vieira, Ministro da Economia, afirma que “agora vamos dar início aos estudos e projetos” nomeadamente de impacto ambiental e de ordenamento do território”, sendo esperado o lançamento da obra dentre de cerca de 5 anos.

Havendo ainda muito trabalho pela frente, está concluída a fase crucial, que era “verificar que tínhamos condições para justificar economicamente esta barragem”, “que se justifica seguramente por razões estratégicas “.

“Isto não é o fim, não é sequer o princípio do fim, é o fim do princípio”, foi assim que o Ministro da Economia concluiu o discurso em que avançou a construção da Barragem do Pisão.

“Este projeto tem caraterísticas diferentes das historicamente encaradas”, sendo que para a decisão da comissão, destaca 3 pontos: a aprovação do Roteiro da Estabilização Carbónica, que se direciona para a construção de um mundo melhor, mudança em que Portugal está à frente.

O segundo fator é o compromisso do Estado com a valorização do interior, visando “permitir criar riqueza e usufruir do património do território”.  O governante afirma que “sem estes fatores não seria possível colocar na agenda um projeto tão decisivo”.

Por fim, o governante destaca a o trabalho contínuo das pessoas na precursão do objetivo de “provar que era viável” e garantir que todas as ideias eram testadas. Destacando a insistência dos políticos e autarcas, felicita o grupo de trabalho.

Para o ministro da agricultura, Luís Capoulas Santos, a barragem do Pisão é “um projeto tal como consta do relatório do grupo de trabalho, que apresenta uma cascata de procedimentos importantes”.

O ministro afirma que o mais importante neste momento “é que foi possível definir o modelo, tanto o de governança como o de financiamento”.

Luís Capoulas Santos aponta aos nossos microfones que “agora trata-se de seguir os normais procedimentos em qualquer obra de grande envergadura”, especificando que “em primeiro lugar temos de finalizar os projetos de execução, elaborar os estudos de impacto ambiental, a adjudicação dos processos de execução e a execução da obra”.

O ministro refere ainda que “esta obra tem três a quatro anos de trabalhos físicos” e um custo orçamentado de cerca de “160 milhões de euros”.

Roberto Grilo, presidente da CCDRA (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo), entidade que participou no grupo de trabalho, aponta à RC que este é “um empreendimento com muita história, mas como muita evolução”.

Apresenta atualmente preocupações com sustentabilidade em vários níveis, nomeadamente ambientais e económicas, diferentes daquelas que tinha há décadas, quando foi inicialmente pensado.

O dirigente afirma que o “este território é merecedor” deste empreendimento que é uma vontade não só das pessoas como do Governo.

A viabilizar o projeto, surge uma plataforma fotovoltaica, que “faz a diferença pelo financiamento que vai gerar e pela receita que vai permitir internalizar”, que ganha dimensão no território Alentejano onde existe grande incidência de luz solar.

“O Pisão tem tudo para ser uma realidade”, conclui.

 

Luís Testa, deputado do Partido Socialista (PS), eleito pelo círculo de Portalegre para a Assembleia da República, em declarações à RC afirma que “foi necessário serem conjugadas muitas vertentes, muitas vontades” para “aduzir valor ao projeto” e provar a sua viabilidade e “de que isto era absolutamente essencial para uma região”

O deputado destaca a esta estação emissora o papel do Ministro da Economia Pedro Siza Vieira “na conjugação, a partir do Governo, de 4 ministérios muito importantes” para o projeto.

Questionado sobre a verba, aponta “a inovação que foi construída com a colocação da planta fotovoltaica no espelho de água”, com possibilidade de ser construído um parque fotovoltaico de 150 megawatts, que permite gerar “rendimento suficiente para pagar a construção deste projeto”, não havendo assim “necessidade de compromisso financeiro de cada um dos ministérios”.

“Neste momento é preciso meter o plano em marcha, que ele tem financiamento garantido”, declara.

O deputado mostra-se convencido de que “no início do próximo ano podemos já assistir a decisões que tonam irreversível”.

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