Borba

Misericórdia de Borba celebrou 495 anos de vida. Provedor diz que a instituição se “carateriza por ser uma revelação constante”. Fique com a fotorreportagem (c/som)

Reportagens 18 Jun. 2019

A Santa Casa da Misericórdia de Borba assinalou esta terça-feira (18 de junho) o seu 495º aniversário, com uma festa que contou com atuações das crianças da Creche e Jardim de Infância, a Tuna da Universidade Sénior e o Grupo Coral Voz do Alentejo da Quinta do Conde.

A Campanário esteve presente e falou com Rui Bacalhau, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Borba, que declara que “são 495 anos de história de uma instituição”, ao longo dos quais “teve períodos bons, períodos maus, passou por crises”.

Há 495 anos, como resultado da vontade de “um conjunto de pessoas que pediu à coroa régia que lhe fosse concedido o estatuto de Misericórdia”, surgiu “esta magnífica instituição”, “e um conjunto de borbenses, quase 470 anos depois, também se lembrou de desenvolver essa mesma instituição”.

O Provedor afirma que há cerca de 20 anos preconizaram o desígnio de não desperdiçar a oportunidade de “ficar nesta história”, e decidiram agarrar um projeto que dinamizasse a Misericórdia e os colocasse “no livro da história da Misericórdia, e assim aconteceu”.

“Penso que estes 20 anos marcam a história da Misericórdia de Borba”
Rui Bacalhau

Nestes 20 anos, a Misericórdia passou de 60 trabalhadores para cerca de 160, transformando-se na segunda maior entidade empregadora depois do Município, e passou de cerca de 200 utentes para 700.

Nesta data, aponta, “é justo recordar que a Misericórdia não é de agora […] mas também que houve um grupo de homens que nos últimos 19 anos tentou dignifica-la, dinamizá-la, tentou diferenciá-la e tentou criar condições para ela ser melhor, pioneira e inovadora”.

“A Misericórdia de Borba hoje carateriza-se por ser uma revelação constante”
Rui Bacalhau

Isto resulta de uma simbiose entre os utentes, “que são o primórdio desta instituição”, as suas famílias, os colaboradores, que são uma “peça fulcral”, e os órgãos sociais “que definem estratégias e que rumo deve a instituição seguir”.

“Passados estes anos sentimos que é este projeto é um caso de sucesso, reconhecido em todo o país e que todo o país tem como referência”, declara.

Questionado sobre possível crescimento da instituição, avança que numa lógica de futuro adquiriram “terrenos anexos à Aldeia Social para os órgãos socias futuros poderem desenvolver a instituição”, estando criadas “as condições para um futuro próspero e mesas subsequentes poderem ter os horizontes bastante alargados”

No que concerne a projetos a mais curto prazo, aponta que a Unidade Móvel de Fisioterapia e de Animação Social que entrou em funcionamento no final de maio, “tem sido um sucesso e as pessoas reconhecem a sua utilidade”.

As obras de remodelação da Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) Humberto Silveira Fernandes, situado na Aldeia Social da Misericórdia de Borba, encontra-se quase concluída, a cerca de 60%, pretendendo que seja inaugurada ainda este ano.

 

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