Reguengos de Monsaraz

“Não nos podemos sentir como cidade do interior, mas como uma porta para a Europa”, diz autarca de Portalegre. Fique com as fotos dos 469 anos da cidade (c/som)

Publicado em Reportagens 24 maio, 2019

Portalegre assinalou esta quinta-feira (23 de maio) os 469 anos de elevação a cidade, no âmbito da programação das Festas da Cidade. O dia foi marcado por vários momentos, tendo a Campanário marcado presença na Sessão Solene comemorativa, que contou com a atuação dos alunos da Escola de Artes do Norte Alentejano e apresentação do filme promocional "Portalegre, o melhor de dois mundos", assim como na atuação do Rancho Folclórico dos Fortios.

Em declarações a esta estação emissora, Adelaide Teixeira, presidente da Câmara Municipal de Portalegre afirma que a cidade tem “evoluído bastante nestes últimos tempos”, mas é ainda necessário “fazer muito mais”.

Para tal, tem que haver uma união entre toda as partes, que vá além de ideais políticos, defende.

“O grande problema que temos é demográfico”, destaca, com a diminuição e envelhecimento da população, que só poderá ser resolvido com a criação de emprego.

“Temos que trabalhar todos em conjunto e todos somos poucos”
Adelaide Teixeira

 

Como falhas aponta “algumas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias”, salientando que a cidade tem “grande qualidade de vida”, escolas, um hospital, atividades culturais e desportivas, destacando-se ainda por ser a cidade mais segura do país. A autarca afirma que Portalegre tem crescido no setor da enologia, tendo atualmente no seu território “todas as marcas mais importantes que existem em Portugal”, “e se mais terrenos tivéssemos na Serra de São Mamede, mais quintas conseguiríamos vender”, conclui.

“Todos os dias aparecem pessoas a querer investir em Portalegre”
Adelaide Teixeira

A nível nacional, Portalegre surge como uma “das capitais de distrito que mais contributos dão a nível de receitas” devido à exportação de algumas das suas fábricas.

Ainda assim, afirma que “temos que fazer um trabalho maior do que tem sido feito, porque há alguns constrangimentos que às vezes não permitem ir mais além”, como a inexistência de “uma autoestrada ou uma ferrovia modernizada, eletrificada”, razões que já levaram à perda de investidores.

Luís Testa, presidente da Assembleia Municipal de Portalegre, em declarações a à RC defende a industrialização da cidade como solução para inverter a tendência de “perda de população e de baixos índices de desenvolvimento”.

“Temos que encontrar um desígnio identificativo que Portalegre neste momento não tem”
Luís Testa

O autarca salienta que “Portalegre tem condições, capacidade e mão de obra vocacionada para trabalhar na indústria”, não incompatibilizando este desígnio com o desenvolvimento de setores como a agricultura ou o turismo, e sendo “compatível com a defesa do património ambiental, arquitetónico e histórico”.

“Precisamos de um choque de emprego em Portalegre”
Luís Testa

 “Temos que nos afirmar com um rumo sólido e uma estratégia muito agressiva”, defende Luís Testa, uma vez que Portalegre “não tem condições para subsistir no médio prazo se não tiver novos habitantes”. A indústria surge como motor da criação rápida de emprego de que o território necessita para atrair novos habitantes.

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