Vila Vicosa

“O amor não se desvanece com a partida física”, diz António Almas na apresentação da obra Flor de Lótus (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 16 setembro, 2019

O calipolense António Almas, apresentou a sua obra ‘Flor de Lótus’, este domingo (15 de setembro), em Vila Viçosa.

A RC esteve presente e falou com Manuel Condenado, presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, que explica que a apresentação do livro, assim como o momento da entrega dos prémios que a antecedeu, integra uma estratégia do município de diversificação cultural.

“É essa a receita, manter a tradição e juntar atividades eminentemente de caráter cultural”
Manuel Condenado

“A nossa estratégia é muito simples e resume-se a poucas palavras”, declara o autarca, “manter aquilo que é tradicional das Festas dos Capuchos” e “que vem há mais de um século”, desde a religião, à gastronomia, à tauromaquia” e acrescentar a tudo isso a cultura.

A esta estação emissora, o escritor, que conta em 10 anos, com 37 obras publicadas, estando 19 traduzidas em várias línguas, afirma: “quando publiquei o 1º livro, não esperava que tivesse esta dinâmica”

António Almas afirma desconhecer a origem das ideias para as obras, sendo que algumas histórias fazem parte da sua, “mas outras que aparecem do nada”, sendo que o amor é um tema transversal a todos. Este amor surge nas suas obras maioritariamente entre um homem e uma mulher, mas também é um amor “fraternal”, “geracional”, retrata “a paixão o seu global”.

“Para mim, é um prazer escrever e tornou-se um vício”
António Almas

 

A obra ‘Flor de Lótus’ retrata o “amor entre um mente e um ser humano” que é transportado para o mesmo plano através da morte, tendo escolhido esta planta porque “nasce num ambiente difícil” como este amor. Sobre a morte, o autor interroga “como temos tanto medo da única coisa que temos certa na vida”, afirmando que “o amor não se desvanece com a partida física” das pessoas.

“O caminho, com as flores de lótus e o lodo onde nascem, tem que ser disfrutado”
António Almas

António Almas aconselha toda a gente a aproveitar a vida, e dar o amor “em grandes quantidades, não guardar” para quando já poderá ser tarde demais.

Parte do valor da venda da obra reverte para os jovens premiados na sessão que antecedeu, à semelhança do que aconteceu com outras obras, que reverteram para várias causas.

O autor refere ainda a importância da presença em “plataformas digitais” na divulgação dos seus livros, explica, nomeadamente uma onde é sugerido a estudantes de cursos de línguas que traduzam as obras.

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