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Beja

CIMBAL apresenta plano para mitigar impacto das alterações climáticas, na abertura da Ovibeja 2019 (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 24 abril, 2019

A XXXVI Ovibeja teve início esta quarta-feira (24 de abril), com o colóquio de apresentação do Plano de Adaptação às Alterações Climáticas do Baixo Alentejo, promovido pela CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo.

Para o presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) trata-se de “um dia muito importante, pois é a inauguração da grande feira do Sul”.

Jorge Rosa refere que o tema da edição de 2019 da Ovibeja são as alterações climáticas na biodiversidade, acrescentando que “foi o mote para que a CIMBAL pudesse apresentar o plano intermunicipal de adaptação ás alterações climáticas”.

O presidente da CIMBAL refere aos microfones da RC que “o plano está concluído e pronto a ser apresentado durante a Ovibeja”, explicando que se trata de uma iniciativa da CIMBAL “pretendendo incorporar todas as realidades dos 13 municípios”. Jorge Rosa acrescenta ainda que “o plano integra todos os planos municipais no sentido de mitigar ou reduzir o impacto das alterações climáticas”.

“pretendemos mitigar ou reduzir o impacto das alterações ambientais”
Jorge Rosa

A Campanário questionou o presidente sobre a diversidade das necessidades dos municípios, ao que Jorge Rosa explica “existe alguma diversidade nas necessidades dos 13 municípios que constituem a CIMBAL”, referindo que “as questões da água são das mais afetadas pelas alterações climáticas, quer por haver em demasia, quer por escassear e são transversais a todos os municípios”.

“se depois de um ano de seca vier outro, teremos uma situação catastrófica”
Jorge Rosa

A Rádio Campanário procurou também saber se existem motivos para preocupação relativamente ao armazenamento das barragens, o presidente da CIMBAL refere que “precisamos de muita chuva para não considerarmos um ano de seca, dado que os solos são pobres”, no entanto e segundo as informações que tem Jorge Rosa refere que “o que tem sido dito é que as barragens têm uma massa de água útil muito parecida ao ano passado o que nos dá alguma margem, no entanto se depois de um ano de seca vier outro ano de seca aí sim teremos uma situação catastrófica”.    

José Velez, diretor Regional Adjunto de Agricultura e Pescas do Alentejo, em declarações à RC, afirma que as alterações climáticas são uma realidade para a qual tem que haver um trabalho de adaptação.

“Este ano já estamos novamente a sofrer na pele aquilo que são as alterações climáticas”
José Velez

No decorrer da sessão, a CIMBAL apresentou o plano suprarreferido, que engloba os 13 municípios da sub-região, e que segundo o dirigente, integra o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas comunidades intermunicipais, para “minorar” os efeitos da seca e adaptar ao resultado das alterações climáticas.

O colóquio contou na abertura com a presença de Paulo Arsénio, vice-presidente da CIMBAL e presidente da Câmara Municipal de Beja, e de Augusto Medina, da Sociedade Portuguesa de Inovação. Entre os intervenientes da sessão encontraram-se representantes do Instituto do Ambiente e Desenvolvimento, da Universidade de Évora, e da CCDRA – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.