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Peça «Saídos da Casca» em Évora Monte numa “missão” de “descentralizar o teatro”, dizem atores Luís Aleluia e Vítor Emanuel (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 21 janeiro, 2019

No passado sábado (19 de janeiro), a Casa do Povo de Évora Monte recebeu a peça “Saídos da Casca”, com texto de Guilherme Leite e Luís Aleluia, e protagonizada por este último, em conjunto com Vítor Emanuel.

Em declarações a esta estação emissora, o ator Luís Aleluia afirma que o objetivo desta tournée é “levar o teatro o mais perto possível de algumas populações”.

“Acaba por ser um serviço público, o nosso, de descentralizar o teatro”
Luís Aleluia

 

Conhecendo as limitações de disponibilidade ou de mobilidade de alguns para se deslocarem até cidades, nomeadamente em excursões que são frequentemente realizadas, afirma que “acaba por ser um serviço público, o nosso, de descentralizar o teatro”.

A peça, “quase revisteira” e de caráter cómico, demonstra uma preocupação “que os artistas têm, que é agradar ao povo”. Contudo, o conteúdo dos programas passa por um diretor de programas, que “decide pelo povo”, desconhecendo muitas vezes quais os seus gostos.

Neste sentido, a peça surge como uma crítica aos conteúdos internacionais “que não são muito da nossa cultura” e que dominam a televisão atualmente.

“Perdeu-se o hábito da criação popular”, aponta Luís Aleluia, afirmando que “os portugueses têm um poder e criatividade que não é aproveitado”.

O ator Vítor Emanuel diz à RC que, “as pessoas no fundo têm sede de rir” e através da peça, “dizendo algumas verdades” acabam “por fazer algumas coisas divertidas”.

“As pessoas no fundo têm sede de rir”
Vítor Emanuel

 

A peça “não provoca só o sorriso como provoca a gargalhada, e isso eu acho que é uma missão e objetivo nosso, tanto como atores como como seres humanos”, aponta.

“O Alentejo sempre foi uma zona que nos recebeu bem”, afirma o ator, apontando o carinho e aceitação que ambos sentiram ao longo dos tempos, em trabalhos conjuntos ou individuais no território como o que os “move” e “faz voltar”.

O ator aponta que “Lisboa e Porto são zonas centralizadas com cultura”, com muita opção de escolha, algo que não se verifica em territórios como o Alentejo, “daí a tal palavra de missão […] que é levar aos sítios aquilo que não há”.

António Serrano, presidente da Junta de Freguesia de Évora Monte, afirma que foi “com grande satisfação” que aceitaram o convite para receber a peça na sua freguesia.

“Certamente um espetáculo memorável para todos”
António Serrano

 

Com grande parte dos bilhetes já vendidos anteriormente ao dia, a forte chuva que marcou o passado sábado não deteve a população que costuma aderir a essas iniciativas, não tendo a peça escapado à regra, com “a sala quase cheia”.

 

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