Reguengos de Monsaraz

Seminário "Ciganos e Literacia Digital: o caso de Reguengos de Monsaraz" sensibiliza para que "digitalização do mundo não seja um fator de exclusão das comunidades", diz Carlos Medinas (c/som e fotos)

Reportagens 22 Nov. 2019

Decorreu esta sexta feira, 22 de novembro, na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz o seminário “Ciganos e Literacia Digital: o caso de Reguengos de Monsaraz”.

Organizado em parceria pelo Centro Local de Aprendizagem (CLA) de Reguengos de Monsaraz e município local, o seminário tem por base uma investigação do estudante Carlos Medinas no âmbito do Mestrado em Relações Interculturais da Universidade Aberta, sobre as pessoas ciganas em Reguengos de Monsaraz e a sua literacia digital, no contexto das suas vivências.

A Rádio Campanário marcou presença e falou com o autor do estudo, Carlos Medinas, que começa por referir que “a literacia digital é mais um handicap a somar a tantos outros que estas comunidades sofrem”.

Carlos Medinas considera que “existe algum receio que a digitalização do mundo venha a ser mais um motivo de discriminação da comunidade cigana”

“Eles já são excluídos por trabalho, habitação, etc, esperemos que a literacia digital não seja mais uma”
Carlos Medinas

Para o autor, “a questão da literacia digital trás ao de cima todas as fragilidades da comunidade cigana, pois aquilo que apuramos relativamente a esta questão é a falta de competências básicas de leitura e de escrita que impedem estas pessoas de competir no mercado de trabalho”.

Para o Vice-Reitor da Universidade Aberta, Domingos Caeiro, “compete-nos fazer este trabalho de inclusão de comunidades que nem sempre tiveram a melhor aceitação na sociedade”.

O Vice-Reitor considera que “através do trabalho realizado pela investigação temos de possibilitar politicas publicas que permitam a integração”

“Este estudo disponibiliza ferramentas para uma melhor integração, no entanto, este estudo é transversal a todas as comunidades”
Domingos Caeiro

Domingos Caeiro refere ainda que “as autarquias, o poder central, as universidades, e a sociedade em geral têm de trabalhar em conjunto para dotar de ferramentas e instrumentos as comunidades”.

Para Rui Garrido, ex-candidato autárquico pelo BE a Elvas, é necessário “aceitar que existe um problema e depois não podemos pensar que o problema é apenas da comunidade cigana, o problema é de toda a sociedade em geral”.

“A maioria das pessoas tende a fazer ver que existe um problema nos ciganos”  
Rui Garrido

Rui Garrido considera que algumas situações “o problema pode ser com os ciganos, mas não serão apenas eles a resolver, terá de ser a sociedade em conjunto com a comunidade cigana”.

A problemática que envolve estas comunidades “chegou até aqui porque a comunidade cigana sempre sofreu muita repressão”, aponta.

Para Rui Garrido “a escola ao reprimir as tradições e costumes da comunidade cigana, faz com que ela se afaste”, acrescentando que “é necessário olhar para a comunidade cigana fora do contexto dos direitos e dos deveres”.

 

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