Evora

Universidade de Évora apresenta Centro Ibérico de Investigação "para jogar por antecipação" no combate aos incêndios florestais (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 01 julho, 2019

Decorreu esta segunda-feira (1 de julho) em Évora, a apresentação do projeto ‘Centro Ibérico de Investigação e Combate aos Incêndios Florestais’ (CILIFO), que visa o fortalecimento da cooperação entre Universidades e os sistemas de Proteção Civil, no apoio à prevenção e combate aos Incêndios florestais na Andaluzia e no Sul de Portugal. O projeto inclui um plano comum de investigação, formação e sensibilização a desenvolver nas três regiões.

 A RC esteve na sessão de apresentação do projeto, e falou com António Candeias, vice-reitor da Universidade de Évora, que afirma que o projeto “é único” uma vez que “vai permitir criar um conjunto de infraestruturas na eurorregião Andaluzia, Alentejo e Algarve”.

Entre os parceiros do projeto, encontram-se as universidades das zonas envolvidas, que “irão desenvolver um conjunto de atividades no sentido de promover o conhecimento nesta área”.

Permitirá ainda “criar um conjunto de iniciativas que vão desde a formação até à disseminação e sensibilização”

“É um virar de página sobre o conhecimento em termos dos fogos florestais e de novas estratégias que permitam mitigar os incêndios”
António Candeias

Trabalhando em rede, permitirá “ganhar uma escala que não temos e desenvolver investigação”, que isoladamente nenhum dos parceiros conseguiria.

“A grande aposta deste projeto é conseguirmos trazer um conhecimento que seja aplicado” na vida das comunidades, conclui.

José Ribeiro, comandante Distrital de Operações de Socorro de Évora, aponta que “é sempre importante” trazer para “esta área da proteção civil em geral e do risco dos incêndios rurais em particular” todo o conhecimento e investigação disponíveis.

“Vimos com agrado que há alguns pontos que são muito importantes para a redução do risco e sensibilização da população”
José Ribeiro

Do projeto apontado, destaca o facto de contemplar “áreas que são muito importantes, nomeadamente a gestão do combustível e da biomassa”, assim como “a possibilidade de, em determinadas áreas que são historicamente afetadas pelos incêndios, se poderem fazer avaliações e modelos de evolução” dos incêndios “que nos possam vir a apoiar em termos do combate”.

Destaca o fator de sensibilização que permitirá chegar “junto do cidadão de forma mais eficaz, na transmissão de mensagem de prevenção”.

O CILIFO, promovido no âmbito do Programa de Cooperação Espanha-Portugal Interreg VA (POCTEP) 2014-2020, tem um orçamento de 24,6 milhões, 75% cofinanciados com fundos FEDER e tem a participação de 15 instituições e organismos pertencentes à Eurorregião Andaluzia-Algarve-Alentejo.

No Alentejo, o parceiro do CILIFO é a Universidade de Évora, que envolve neste projeto investigadores de 3 unidades de investigação: Instituto de Ciências da Terra (ICT), Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (ICAAM) e o Centro de Investigação em Matemática e Aplicações (CIMA).

Para Rui Salgado, investigador responsável pelo projeto na Universidade de Évora, o avanço deste projeto prende-se com “a criação de um centro de investigação e combate aos incêndios florestais”.

O investigador explica aos nossos microfones que “o financiamento é essencialmente para a Andaluzia, onde o centro vai ter a sua sede, em termos nacionais vamos ter a participação do Algarve e do Alentejo”

“O nosso trabalho centra-se mais na área da prevenção e no jogar por antecipação”
Rui Salgado

Rui Salgado explica que “no Alentejo o parceiro é a Universidade de Évora e vamos estar parcialmente envolvidos na área da investigação”.

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