Vila Vicosa

Vila Viçosa: Casa do Fresco do Solar de Sanches e Baena com acordo para recuperação e abertura ao público (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 03 maio, 2018

Decorreu esta quinta-feira, dia 3 de maio, nos Paços do Concelho de Vila Viçosa, a assinatura do Acordo de Colaboração para recuperação da Casa de Fresco do Solar de Sanches de Baena, entre a Direção Regional de Cultura (DRC) do Alentejo, a Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa, a Câmara Municipal de Vila Viçosa e a Universidade de Évora.

Em declarações à Rádio Campanário, Ana Paula Amendoeira, diretora regional da cultura do Alentejo, explica que esta cooperação visa a elaboração de um projeto de restauro do monumento, para apresentação de candidatura ao programa Valorizar (Turismo de Portugal).

Esta candidatura, estima, deverá ser entregue dentro do prazo máximo de dois meses.

A Direção Regional de Cultura do Alentejo, irá participar com a coordenação da parceira, de relatórios e da candidatura. O Laboratório Hércules da U.E. irá dar continuidade a um trabalho já iniciado “de levantamento de patologias”, e as entidades calipolenses da Câmara Municipal e da Santa Casa da Misericórdia, irão contribuir com a informação necessária e com a comparticipação financeira necessária (10%).

Os trabalhos direcionar-se-ão para o restauro dos frescos e das argamassas, e “alguma coisa estrutural eventualmente” para que o monumento seja então aberto ao público.

“Dada a sua relevância histórica, artística e patrimonial”, espera-se que para além da já detida classificação como Monumento de Interesse Municipal, obtenha uma classificação nacional.

O restauro da Casa de Fresco “é mais uma peça do dossier de candidatura” de Vila Viçosa a património da UNESCO, que “valoriza muito os esforços no restauro efetivo dos monumentos”.

À RC, Manuel Condenado, presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, aponta a importância deste projeto não só pela recuperação do imóvel, como por esta “representar uma mais-valia à candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial” da UNESCO.

Presentes na cerimónia estiveram representantes de várias instituições, nomeadamente da Paróquia e da Irmandade de Vila Viçosa, instituições que o autarca aponta como passíveis de replicarem a cooperação com o município no restauro de património, situação para a qual a Câmara se encontra disponível, avança.

Relativamente ao valor da recuperação da Casa do Fresco, cuja contrapartida nacional de 10% será suportada pelo Município e pela Misericórdia de Vila Viçosa, aponta que após apresentação da candidatura, será elaborado um protocolo com a entidade para estipular essa divisão de custos.

Jorge Rosa, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa, afirma à RC que esta parceria visa “recuperar um bem comum e pô-lo ao serviço da comunidade”.

O monumento em questão que pertence à Misericórdia inclui anexa uma nora, e detém “embrechados únicos no país”, indo as intervenções incidir maioritariamente sobre a recuperação dos frescos. Neste sentido, a Misericórdia de Vila Viçosa já iniciou esforços, no passado, em pareceria com a Universidade de Évora.

À RC, António Candeias, diretor do Laboratório Hércules, da Universidade de Évora, explica que o projeto visa não apenas a recuperação do monumento, como a sua valorização “para usufruto do visitante”.

Neste sentido, para além do estudo de conservação do monumento, e da preparação do “caderno prévio juntamento com a DRC”, o Laboratório Hércules desenvolverá soluções nomeadamente digitais, para a interpretação e valorização do espaço e interação com diferentes públicos, “como realidade virtual ou aumentada”, e aplicações digitais” que disponibilizem informações sobre os vários elementos presentes no monumento.

 

 

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