Portugal assinala este sábado, 7 de março, o Dia Internacional em Memória dos Agentes de Polícia Falecidos em Serviço, uma data promovida pela INTERPOL que presta homenagem aos profissionais das forças de segurança que perderam a vida no cumprimento do dever. Entre os nomes recordados está também um militar da GNR de Campo Maior, numa evocação que destaca o sacrifício daqueles que serviram a segurança pública.
Como forma simbólica de participação nesta iniciativa internacional, a estátua equestre de D. José I, na Praça do Comércio, em Lisboa, ficará iluminada de azul nas noites de 6 e 7 de março, a partir das 18h45. A iluminação pretende reforçar a mensagem de respeito e memória pelos polícias que perderam a vida em serviço.
A homenagem recorda, em particular, dois profissionais das forças de segurança falecidos recentemente: o cabo da Guarda Nacional Republicana Pedro Manata e Silva, de 50 anos, que morreu quando a embarcação em que seguia foi abalroada por uma lancha de alta velocidade ligada ao narcotráfico, e o guarda-principal Válter Canastreiro, vítima de um acidente na Ribeira de Caia durante a passagem da tempestade Kristin, quando prestava apoio à população.
Cada morte em serviço representa, segundo as autoridades, uma perda profunda não apenas para as famílias e colegas, mas também para as comunidades que estes profissionais protegem diariamente. A data serve assim para reconhecer o compromisso assumido pelos membros das forças de segurança na defesa da população.
A coordenação nacional da iniciativa está a cargo do Gabinete Nacional da INTERPOL em Lisboa, integrado no Sistema de Segurança Interna. A ação conta com a participação da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia Judiciária, além do apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
O momento pretende reforçar a memória coletiva e prestar tributo a todos os agentes que perderam a vida enquanto protegiam os cidadãos.

