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Sábado, Junho 15, 2024

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Associação alerta para custos ambientais de centrais solares projetadas para o Alentejo

Recentemente, foram apresentados vários projetos para a construção de parques solares fotovoltaicos, para cerca de uma dezena de concelhos alentejanos.

A Zero, Associação Sistema Terrestre Sustentável, alerta que as centrais solares fotovoltaicas poderão ameaçar a Reserva Ecológica Nacional, e agravar as emissões de dióxido de carbono se não forem instaladas em locais adequados, resultando em custos ambientais superiores aos benefícios.

A associação aponta os projetos para a Herdade de Alcaboucia (Portel, Évora) e a Herdade Vale da Cota (Santiago do Cacém, Setúbal), como as mais prejudiciais para o ambiente. Os mesmos apresentam elevados riscos de erosão do solo, a afetação de cabeceiras de linhas de água, assim como a destruição de 135 hectares de sobreiros e azinheiras, nos parques solares fotovoltaicos previstos para a prevendo a emissão de cerca de cinco mil toneladas de dióxido de carbono.

Tendo terminado esta semana a consulta pública de avaliação do impacto ambiental da construção das centrais solares fotovoltaicas, nas duas herdades alentejanas, e com base nos resultados, a Zero afirma não ter sido avaliado o impacto da instalação de linhas elétricas para transporte de energia, não terem sido apresentadas localizações alternativas, alegando ainda a omissão de informações relativas aos valores naturais existentes, e de eventuais medidas compensatórias.

Relativamente aos projetos para a Herdade de Mourata (Arraiolos, Évora) e para a Herdade do Monte do Outeiro (Vidigueira, Beja), também abrangidas pela referida consulta pública, a Zero considera que deverão ser definidas medidas compensatórias que promovam a recuperação de habitats em áreas classificadas.

A associação ambientalista defende a necessidade de regras preventivas de impactos e conflitos, assim como da exclusão de investimentos que ponham em risco o valor natural das áreas classificadas, florestais ou de solos agrícolas, exceto e incentivando, caso se trate de áreas muito degradadas, garantindo sempre que os benefícios ambientais superam os custos.

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