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Segunda-feira, Abril 22, 2024

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Bulhão Martins diz que “foi um ano muito mau para os cereais” e acusa o Governo de “ausência de políticas a uma melhoria das condições de produção de cereais” (c/som)

As importações de produtos da agricultura e agroalimentares caíram 4,3% no ano passado, para 6,9 mil milhões de euros, enquanto as exportações aumentaram 4,7% totalizando 3,6 mil milhões de euros.

A informação foi avançada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no seu boletim anual e aponta para a diminuição no défice da balança comercial face a 2013, com os cereais a passarem para a segunda posição (défice de 642 milhões de euros, menos 77 milhões de euros face a 2013).

Segundo as “Estatísticas Agrícolas” divulgadas pelo INE, Espanha manteve-se como o principal fornecedor de produtos agrícolas e agroalimentares a Portugal, representando 48,7% do valor total das importações em 2014, tendo reforçado o seu peso em 1,9 pontos percentuais.

Números que se refletem na região Alentejo com Luís Bulhão Martins a dizer a esta Estação Emissora que esta região do país é nos dias de hoje “muito diverso, onde se produz de tudo um pouco e resulta num impacto muito significativo nas contas nacionais e na redução do défice e nas contas da balança comercial dos produtos agrícolas e alimentares”.

No entanto, Bulhão Martins considerou que foi um ano “muito mau para os cereais, que estão em profunda retração, vamos importar mais cereais do que importávamos”.

O agricultor acusa “a ausência de políticas do Governo” no tocante “a uma melhoria das condições de produção de cereais”.

Comentando as diferenciações relativamente à agricultura espanhola, Bulhão Martins disse que “é muito competitiva, é uma agricultura pujante e provavelmente a terceira agricultura europeia, muito diversa e cobrindo todos os setores”.

“Em Portugal tivemos anos sucessivos de não acarinhamento do setor agrícola, contrariamente aos espanhóis que nunca o descuraram, são de facto uma potência em termos agrícolas”, destacou.

Tecnologicamente, Bulhão Martins referiu que “estamos iguais, mas os espanhóis têm um caminho feito em termos comerciais, não interessa só produzir, interessa saber vender e colocar bem os produtos”, acrescentando, “Portugal não tem agroindústria disseminada pelo território e os espanhóis têm uma agroindústria espalhada por todo o território, é a agroindústria que compra a produção”.

 

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