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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2024

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Conheça as fronteiras no Alentejo que vão estar bloqueadas  pelo protesto dos Agricultores.

A onda de protestos que varre a Europa, contra as políticas agrícolas da União Europeia e os cortes nacionais, está a ganhar força em Portugal, com os agricultores portugueses a prepararem-se para manifestações significativas. No coração deste movimento, o Alentejo destaca-se como um palco central de ações diretas, com os agricultores da região a marcar uma posição firme através do bloqueio de várias fronteiras, numa clara reivindicação por mais apoios e menos restrições.

Ao que a Rádio Campanário apurou,os locais específicos no Alentejo onde os protestos vão ocorrer foram cuidadosamente escolhidos para maximizar o impacto e assegurar que a voz dos agricultores seja ouvida. Entre os pontos de ação, destacam-se:

  • Fronteira de Vilar Formoso: Embora não localizada no Alentejo, esta fronteira é um ponto crucial de bloqueio planeado para a madrugada de quinta-feira, 1 de fevereiro, simbolizando a solidariedade entre as regiões e a natureza nacional do protesto.
  • Fronteira de Caia: Localizada próximo de Elvas, esta fronteira é um dos alvos principais no Alentejo, onde se espera a maior demonstração. A escolha deste local reflete a sua importância estratégica e a dimensão esperada da manifestação.
  • Fronteira de Ficalho: No Baixo Alentejo, a fronteira de Ficalho é outro local chave que será bloqueado. Este ato visa demonstrar a extensão geográfica do descontentamento e a unidade dos agricultores de diferentes sub-regiões.
  • Fronteira de Castro Marim: Embora situada no extremo sul do Alentejo, perto do Algarve, esta fronteira também será cortada, destacando o caráter abrangente dos protestos e a determinação dos agricultores em fazer-se ouvir em todo o território nacional.

Estes bloqueios são planeados como uma demonstração de força e unidade entre os agricultores, que exigem uma revisão das políticas agrícolas e financeiras que, na sua visão, prejudicam a agricultura nacional. Com o bloqueio de importantes vias de comunicação e fronteiras, esperam chamar a atenção do Governo e da União Europeia para a urgência das suas reivindicações.

Ao unirem-se nesta ação, os agricultores portugueses mostram que estão prontos para lutar pelos seus direitos, sublinhando a importância da agricultura para a economia e a sociedade. Os próximos dias prometem ser cruciais, não só para o Alentejo, mas para todo o país, à medida que as negociações e as manifestações se desenrolam.

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