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Empresa alentejana na vanguarda das exportações de pequenos frutos, vendas atingiram os 247 M€ em 2020

Foto: Agricultura e Mar

No ano de 2020, as exportações de pequenos frutos nacionais (framboesas, amoras, mirtilos e morangos) cresceram 5,5% em valor face ao ano anterior, de acordo com um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o comércio internacional.

Luís Pinheiro, Presidente da empresa Lusomorango, que se dedica à produção e comercialização de pequenos frutos, sobretudo a partir da região do Sudoeste Alentejano, localizada no concelho de Odemira, frisa que, “na anterior crise económica, o setor dos pequenos frutos já tinha demonstrado a sua importância enquanto pilar do setor agrícola nacional, que foi um dos grandes responsáveis pelo crescimento das exportações nacionais e, nesse sentido, o motor da recuperação económica.”

As vendas ao exterior desta fileira atingiram 247 milhões de euros no ano passado (face a 234 milhões, em 2019), o que denota a resiliência do setor num período económico muito conturbado e marcado pelas consequências do combate à pandemia Covid-19.

Num ano em que as exportações nacionais caíram acima de 10%, a fileira agroalimentar, no geral, e o setor dos pequenos frutos, em particular, assumem-se como a exceção neste panorama de profunda retração.

Os pequenos frutos mantêm-se, assim, como os campeões das exportações agrícolas nacionais, sendo os produtos da fileira das frutas e legumes mais vendidos ao exterior. Desde 2015, as vendas ao exterior praticamente triplicaram.

Os principais mercados de exportação dos pequenos frutos portugueses localizam-se nos Países Baixos, Alemanha e Espanha.

Luís Pinheiro salienta que, “os pequenos frutos voltam a mostrar uma resiliência muito forte em contextos de crise. Naturalmente, também fomos afetados pelos efeitos da pandemia, sobretudo com os aumentos dos custos de produção e de logística, que estão a ser suportados pelos produtores, mas estes números comprovam que a produção agrícola de produtos de qualidade, aliada às modernas, avançadas e ambientalmente sustentáveis técnicas da agricultura de precisão, tem futuro. E, sobretudo, tem um papel fundamental a desempenhar na recuperação económica que será crucial na próxima década.”

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