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Segunda-feira, Junho 17, 2024

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Estremoz: João Portugal Ramos reforça gama de vinhos com lançamento de duas novas referências

O produtor de Estremoz, João Portugal Ramos, acaba de reforçar a sua gama de vinhos Single Vineyards com o lançamento de duas novas referências: o Petrichor 2022 e o Vinha do Lado 2020.

Em nota enviada à nossa redação, o Produtor de vinhos dá conta que as novasproduções, em comum têm o facto de serem vinhos exclusivos e marcantes, embora com perfis totalmente distintos. Numa edição limitada a apenas 1912 garrafas numeradas, o Petrichor 2022 é um verdadeiro tributo aos sentidos e o Vinha do Lado 2020, caracteriza-se por ser um vinho tinto singular, com uma edição, também ela limitada, a 6600 garrafas.

Petrichor 2022, adianta o comunicado enviado  é o primeiro vinho de curtimenta do Grupo. O nome é inspirado no aroma da chuva quando cai na terra: Petrichor. A palavra vem do grego petros, que significa “pedra”, e do termo ichor, “o fluido que passa pelas veias dos deuses”. A representação da chuva a cair na terra não está apenas presente no aroma, mas também na garrafa, onde as gotas estão representadas através de pequenos relevos esculpidos na mesma. Já o rótulo e a cápsula de lacre de cor cinzenta e textura rugosa, pretendem simular as cubas de cimento ovais onde este vinho é produzido.

Num tributo aos sentidos, este mais recente vinho é elaborado com uvas oriundas de parcelas de vinhas, em modo de produção biológico, localizadas em solos xistosos, e com 20 anos de idade. Este DOC Alentejo é um blend das castas Arinto e Verdelho. Vinho de ligeira tonalidade âmbar, o Petrichor 2022 evoca, também nos seus aromas, a memória do cheiro da chuva ao cair em solo seco, da erva cortada e ainda da casca de laranja. É, sem sombra de dúvidas, um vinho gastronómico, com boa acidez e presença de taninos provenientes do contacto com as peles.

Na vindima deste branco, as uvas são colhidas manualmente de manhã cedo, para pequenas caixas, de modo a preservar a sua frescura, sendo depois arrefecidas numa câmara frigorífica antes de serem vinificadas. Na chegada à adega, as uvas são criteriosamente selecionadas na mesa de escolha, posteriormente são desengaçadas, suavemente esmagadas e transferidas para cubas de cimento ovais de 3000 litros, onde a fermentação alcoólica ocorre com temperatura controlada. Segue-se a maceração pós-fermentativa durante 7 meses.

A segunda novidade é o tinto DOC Alentejo Vinha do Lado 2020. Com a colheita de 2020 a assinalar a sua primeira edição, o Vinha do Lado deve o seu nome ao facto de se encontrar numa pequena parcela de vinha ao lado da Adega Vila Santa, em Estremoz. Esta é uma parcela de 1,5 hectares de Tinta Caiada, plantada numa encosta virada a sul e com solo de origem xistosa, que dá origem a uma edição numerada de 6600 garrafas. É um vinho de cor intensa, com aromas de compota, fruta madura, trufas e baunilha. Na boca revela uma boa acidez, macio, mas com taninos firmes, e um final de boca prolongado. No seu processo de vinificação, após o esmagamento, a uvas são pisadas em lagares de mármore com a tradicional pisa a pé segue-se a transfega para a cuba de inox onde acaba a fermentação alcoólica. Seguem-se 12 dias de maceração pós fermentativa. O envelhecimento acontece em meias pipas de 300 litros de 1º e 2º ano de carvalho francês e húngaro, durante um período de 12 meses.

Para além das novas referências, o produtor de Estremoz acaba também de lançar as mais recentes colheitas dos restantes vinhos da sua gama de Single Vineyards, composta por três tintos e um rosé: Vinha de São Lázaro 2020, Vinha do Jeremias 2020, Quinta da Viçosa 2020 e o Vinha da Rosa 2022 (apresentado no início do verão). 

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