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Terça-feira, Abril 23, 2024

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“Gosto que as pessoas conheçam Vila Viçosa através das minhas obras. É um orgulho ser Calipolense”, diz Francisco Caeiro (c/som e fotos)

Decorreu hoje, pelas 15h, no Alentejo Marmòris Hotel & Spa, o lançamento do livro do calipolense Joaquim Barreiros, conhecido artisticamente como Francisco Caeiro, intitulado “O Entardecer”.

O escritor nasceu em Vila Viçosa, em 1966, e licenciou-se em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Lisboa.

Contador de histórias, transpõe para a escrita, o perfume da terra e a alma da sua gente, fazendo de todos, cúmplices e heróis de um tempo passado ou presente, mas um tempo de todos nós.

A Rádio Campanário esteve presente no lançamento do livro e falou com o autor a respeito do mesmo.

Em declarações à nossa redação, Joaquim Barreiros começou por referir que “’O Entardecer’, segundo Jacinto Felizardo, é um romance de ficção e que versa um tema que eu acho que é muito atual, que é o envelhecimento e a permanência em lares da terceira idade. Este romance foi escrito muito durante a pandemia, quando nós enfrentávamos aquelas dificuldades da Covid-19 nos lares, e tem exatamente a ver com o lado de dentro, ou seja, eu coloquei-me do lado de dentro de um idoso e fui vendo como é que ele via a perspetiva do seu futuro, dos seus dias e como é que ia alimentando os seus dias e, cheguei à conclusão, que maior parte deles se alimenta das memórias, e então o livro intercala exatamente o presente com o passado, para depois chegar a um ponto final, onde os dois tempos se encontram. É totalmente da minha criatividade, mas tem influência de toda a minha vivência, e também terá um bocadinho de Vila Viçosa, embora não assumido porque aparece uma geografia diferente”.

Questionado se Vila Viçosa aparece na obra e de que forma, o autor diz que “aparece de uma forma objetiva, embora seja interessante, porque quando apresentei o texto à editora, a editora disse que eu não falava em Vila Viçosa, mas os coentros e o comboio a chegar ao Barreiro denunciam-nos, portanto, é claramente o Alentejo que está ali retratado, o que é normal, porque são aqui as minhas raízes, passo cá cada vez mais tempo, e isso tem influência”.

No que toca à busca de inspiração, o autor refere que “a inspiração vou buscá-la no dia-a-dia, nas minhas vivências passadas, nas minhas vivências atuais, nos meus amigos, nas conversas que vamos tendo, este por exemplo, na vivência que tivemos todos no confinamento e na Covid-19, em todos os temas do dia-a-dia. Eu vou publicando poemas todos os dias que são um bocadinho como um diário, em termos poéticos, que vou fazendo e, essa vivência aparece nas obras. Há uma criatividade, mas a criatividade é alimentada pelas vivências.”

Esta é a minha 11ª obra, entre crónicas, livros para infância, romances, que já são dois e, depois um livro de contos, já é a minha 11ª obra”, acrescentou.

Joaquim Barreiros fez ainda o balanço sobre a sua carreira de escritor, e referiu que “em termos pessoais, faço um balanço muito positivo, porque é uma atividade que me complementa, porque eu gosto muito de ser farmacêutico, gosto muito daquilo que faço, assumo-o também como um objetivo importante de vida, mas a escrita acaba por me complementar muito essa função e, portanto, sinto-me muito realizado”.

Questionado se tinha noção de, através das palavras, se tornou como um embaixador de Vila Viçosa e do Alentejo, o autor diz ter muito orgulho e que tem “uma noção, até pelo feedback que vou recebendo, de que muitas pessoas se interessam por Vila Viçosa pelas coisas que vou contando, vêm cá, vão à procura das ruas e dos sítios que eu coloco nas obras, sinto-me muito contente com isso, muito agradecido a essas pessoas, que se predispõem a conhecer Vila Viçosa, e um orgulho imenso, porque ser calipolense, é um orgulho extraordinário e que nós gostamos imenso de partilhar toda a nossa terra e o Alentejo em geral e sinto-me muito feliz com isso”.

 

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