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Terça-feira, Maio 21, 2024

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“Governo autoriza prospeção de petróleo no mar, mas Alentejo Litoral pelo Ambiente exige a nulidade da licença ao consórcio petrolífero” (c/som)

O movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) exigiu, ao Governo, a nulidade da licença, onde é dada a autorização ao consórcio petrolífero Eni-Galp a fazer um furo no mar, para prospeção de petróleo. A partir da emissão da licença e a qualquer momento, sem aviso prévio, o consórcio petrolífero pode levar a cabo um furo no mar, entre Aljezur (Algarve) e Sines (Alentejo), de até três mil metros de profundidade.

A Responsável do movimento, Eugénia Santa Bárbara, explica “inicialmente pensámos que o Governo não passasse a licença, porque depois de mais de 42 mil pessoas se terem pronunciado, num processo de consulta pública durante o mês de julho, contra a prospeção de petróleo, a mais de mil metros de profundidade, pelas consequências grave que pode provocar nos ecossistemas marinhos, no desencadeamento de marés negras e no aumento da sismicidade, afetando atividades económicas relevantes como a pesca e o turismo e ameaçando a segurança das populações, não percebemos como é que aparece agora esta autorização. Foi uma surpresa para nós, estávamos à espera que houvesse lugar à rescisão dos contratos que permitem a perfuração da Costa Alentejana ”. 

Quanto à acusação do movimento ao Governo PS sobre outros interesses, a responsável do movimento diz que “este não é um processo transparente, mesmo do ponto de vista legal ao nível da consulta pública, da auscultação das populações e das autarquias locais, nunca foi uma premissa deste Governo e dos anteriores, porque este é um processo que já tem algum tempo”.

O ALA também acusa o diretor-geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, Miguel Sequeira, de nada ter feito e Eugénia Santa Bárbara frisa mesmo que “o senhor é substituído poucos dias depois de ter assinado todo o processo, não estão já nessas funções, foi substituído”.

O movimento termina dizendo que “espera ter respostas com mais objetividade, em breve, dado que está a analisar a legalidade desta licença”.

O movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) tem como objetivo constituído por cidadãos do litoral alentejano e designando-se como apartidário, em causa estão questões ambientais.

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