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Helicóptero reforça meios de combate a incêndios, do distrito de Portalegre, até ao final do mês (c/som)

O Ministério da Administração Interna reforçou os meios de combate aéreos nacionais, até ao final da fase crítica de incêndios, 31 de outubro, sendo que na região Alentejo, a medida será aplicada a Portalegre, Ourique e Grândola (Beja).

O helicóptero destinado ao Centro Aéreo de Portalegre, encontrar-se-á operativo entre “a tarde de hoje e a manhã de amanhã”, avança Rui Conchinha, Comandante do CDOS (Comando Distrital de Operações de Socorro) de Portalegre, em declarações à Rádio Campanário.

Com início de operacionalidade previsto para o dia 23 de outubro, diz ainda não ter sido “possível” cumprir o prazo, devido a questões burocráticas inerentes, nomeadamente o “aluguer de aeronaves”.

O Centro Aéreo do Distrito de Portalegre esteve “dentro do dispositivo normal (de combate a incêndios) até dia 30 de setembro”, data em que o helicóptero previsto no mesmo, abandonou a infraestrutura, ficando a força terrestre de Bombeiros que “dá resposta em termos de primeira intervenção”.

Atualmente, o distrito de Portalegre tem “um reforço efetivo bastante significativo a nível de todos os corpos de bombeiros, com 16 equipas de combate a incêndios, e 5 veículos-tanque de apoio”. Este reforço encontra-se previsto até ao dia 15 de outubro, data em que “termina o dispositivo de combate a incêndios florestais”. Este ano, verificando-se a manutenção do risco de incêndio, a Autoridade Civil pôde, até ao dia 31 de outubro, “incrementar e voltar a operacionalizar um dispositivo terreste” nos bombeiros.

No distrito, existem ainda equipas das Forças Armadas, sendo os Fuzileiros, “a patrulhar desde domingo e até final do mês, todas as áreas críticas da Serra de São Mamede e respetivo parque natural”.

Todo este dispositivo, se encontra “assumido e operacional, até ao final do mês”.

O Comandante do CDOS de Portalegre, avança a “forte probabilidade e possibilidade”, da extensão do mesmo à “primeira quinzena de novembro”, uma vez que se prevê a continuação das “condições de risco e meteorológicas” atualmente registadas.

No distrito de Beja, militares do Regimentos de Infantaria 1 vão patrulhar os concelhos de Mértola, Odemira e Almodôvar.

Estes meios aéreos de combate a incêndios, surgem no âmbito de um reforço aprovado pelo Ministro da Administração Interna, de um total de 17 (13 helicópteros e 4 aviões médios anfíbios), considerando a previsão de condições meteorológicas adversas e o índice de risco de incêndio florestal previstos pelo Instituto Português da Mar e da Atmosfera (IPMA), assim como os níveis de alerta especial determinados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), até ao final do mês.

Portalegre, Ourique e Grândola, são as localidades alentejanos que receberão estes reforços, juntamente com Vila Real, Viseu, Braga, Fafe, Alfandega da Fé, Armamar, Águeda, Guarda, Cernache, Proença-a-Nova, Pernes e Monchique.

Os meios nacionais disponíveis, passam assim, até à data referida, de 18 para 35, num investimento de cerca de 1,4 milhões de euros, traduzindo-se ainda num acréscimo, em termos de meios de combate, de 600 elementos e 132 viaturas, assim como um patrulhamento ostensivo no terreno, num total nacional de 86 equipas de patrulha das Forças Armadas, em articulação com a GNR e a PSP.

 

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