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Terça-feira, Maio 28, 2024

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Homem amarrado à porta da Câmara Municipal de Vila Viçosa (c/som e fotos)

Vila Viçosa presenciou esta quinta-feira, dia 28 de abril, um caso insólito quando um individuo se amarrou à porta da Câmara Municipal, exigindo que lhe seja emitido o alvará para abrir um restaurante em São Romão.

À reportagem da Rádio Campanário, o proprietário do estabelecimento comercial, Carlos Batata, contou que “é empresário há cerca de 20 anos, é pobre e deseja trabalhar”, pelo que comprou recentemente “um edifício novo, foi feita uma vistoria e entretanto faltava-me um papel ou outro e tem-me adiado (a licença) porque falta um papel”.

Carlos Batata afirma que tem entregado tudo, “deram-me seis meses para entregar a parte do som (…) sensivelmente há duas, três semanas que ando aqui, é hoje, é amanhã, no outro dia, e o que é certo, é que o alvará não me é passado para a mão (…) o que eu preciso é de trabalhar”.

Instado, refere que entregou a documentação há cerca de duas ou três semanas, “dia 8 foi feita a vistoria, foi-me dito para passar por cá que faltaria um papel ou outro, esses papéis resolveram-se (…) víamos o que fazia falta, estive cá na sexta-feira antes do 25 de Abril, talvez dia 22, quando o engenheiro fez o processo porque faltava a assinatura dele como técnico responsável peça retenção dos fumos e dos incêndios, foi entregue, e pensei que estaria tudo (…) e têm-me transitado de dia para dia”.

“Eu tenho vindo constantemente e ninguém me sabe dizer o que é que falta (…) ando como uma bola de pingue-pongue, venho todos os dias para cá (…) e o que é certo é que ninguém me resolve o problema”, destaca.

Acrescenta que tem direito a um protesto no sentido “de que alguém tenha pena de quem é pobre e que está a trabalhar e que fez um investimento grande no concelho para criar mais dois postos de trabalho”.

A Rádio Campanário contatou a Câmara Municipal de Vila Viçosa, que não quis prestar declarações gravadas, dizendo apenas, na pessoa do seu Vice-Presidente, Luís Nascimento, que "todo o cidadão é livre de se manifestar".

 

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