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Terça-feira, Junho 18, 2024

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Inacessibilidade para pessoas com deficiência ainda existe “por distração” e “estética sobrepõe-se à funcionalidade”, diz à RC o pres. do Inst. para a Reabilitação (c/som)

A acessibilidade aos espaços públicos por pessoas com limitações físicas ou intelectuais, decorrentes de deficiências ou do envelhecimento, tem surgido como uma preocupação recorrente das entidades.

Desta forma, urge a criação de meios que possibilitem aos cidadãos manter a autonomia, mobilidade e acesso a bens e serviços.

Humberto Santos, presidente do Instituto Nacional de Reabilitação, afirma que existe cada vez mais a preocupação “desde a génese” dos projetos, para “esta nova realidade”.

Em declarações à RC presente no hastear da Bandeira Azul da Praia de Monsaraz, aponta que projetos como aquela Praia Acessível, contribuem para essa consciencialização.

Esta “capacidade holística de olhar para o todo e projetar para o todo”, permite uma redução de custos, face a posteriores alterações para encontrar soluções.

O dirigente aponta a existência de um “contraste em termos temporais” no edificado, nomeadamente no histórico, e a acessibilidade de todo o público, que surge como “uma preocupação contemporânea”.

No âmbito das acessibilidades, afirma que “há trabalhos interessantes para serem feitos, mas temos um muito longo caminho para percorrer”.

A inacessibilidade existe, aponta, “por distração”, uma vez que as leis, regulamentos e obrigatoriedade existem, mas “infelizmente, por vezes, a estética sobrepõe-se à funcionalidade”.

Apesar de considerar que existe já a preocupação com as acessibilidades em termos motores, “do ponto de vista da interação com pessoas” com deficiências sensoriais, intelectuais ou do espectro do autismo, “o processo está mais retardado”.

O dirigente defende que “todos temos que estar no mesmo patamar de usufruto de bens e serviços”, trabalho que deve ser feito “de forma convergente e em rede”.

Segundo o Guia Técnico de Acessibilidade do Destino Turístico, elaborado em 2016 pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, existiam na região 505 serviços não recomendados a pessoas com algum tipo de limitação, e 116 recomendados.

 

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Alojamento

13

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Restauração

64

205

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