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Mais de 14.800 queixas por violência doméstica no primeiro semestre deste ano!

No primeiro semestre deste ano, mais de 14.800 queixas por violência doméstica foram oficialmente registadas, revelando um aumento moderado em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com dados divulgados pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), este número aponta para um ligeiro incremento de casos preocupantes que continuam a assolar a sociedade.

No entanto, apesar do número de queixas ter aumentado, os resultados não são uniformes em todos os aspetos. O relatório do portal da violência doméstica, mantido pela CIG, chocou a nação ao divulgar que ocorreram 12 homicídios em contexto de violência doméstica nos primeiros seis meses do ano. Enquanto isso representa uma diminuição de cinco casos em relação ao mesmo período de 2022, ainda é uma estatística alarmante que não pode ser ignorada.

Os detalhes mais trágicos dos homicídios incluem o fato de que 10 das vítimas eram mulheres, uma era uma criança e outra era um homem. Esses números sombrios são uma lembrança contundente dos perigos que persistem nos lares de muitas pessoas.

As forças de segurança também têm lidado com o aumento das denúncias. A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) receberam um total de 14.863 queixas relacionadas com violência doméstica nos primeiros seis meses do ano, representando um aumento de 490 queixas em relação ao mesmo período de 2022. Este aumento das denúncias pode ser interpretado como um sinal de que mais vítimas estão a ganhar coragem para denunciar estes casos, mas também destaca a persistência do problema.

O relatório também detalha as medidas tomadas em relação aos perpetradores desses atos hediondos. Em junho, um total de 1.310 pessoas foram detidas por crimes de violência doméstica, com 324 delas em prisão preventiva e 986 em prisão efetiva. Além disso, 1.159 arguidos estavam sob medidas de coação relacionadas com violência doméstica, com 892 deles sob vigilância eletrónica, marcando um aumento de 103 em comparação com o ano anterior.

Uma medida que busca lidar com a raiz do problema envolve programas para agressores. No final do primeiro semestre, 2.438 pessoas estavam envolvidas nesses programas, com 189 em ambiente prisional e 2.249 na comunidade, mostrando um esforço para reabilitar os agressores e prevenir futuras ocorrências.

Além disso, a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica também teve um papel vital no apoio às vítimas. No total, 740 mulheres, 693 crianças e 17 homens, perfazendo um total de 1.459 pessoas, foram acolhidos pela rede no primeiro semestre de 2023.

 

 

 

 

Fonte: Rádio Voz Planície

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