21.5 C
Vila Viçosa
Terça-feira, Abril 23, 2024

Ouvir Rádio

Data:

Partilhar

Recomendamos

Mariana Chilra diz que no concelho de Alandroal “não existem obras paradas” (c/som)

A obra do Polo Escolar de Terena, o novo Posto da GNR e a rede de água nas freguesias rurais, são as obras que neste momento estão a merecer a atenção da Presidente da Câmara Municipal de Alandroal.

Em entrevista à Rádio Campanário, Mariana Chilra começa por referenciar que é mais fácil falar do que “fazermos obra, e avançarmos com algum projeto”.

No entanto a autarca diz que “apesar do esforço para redução de gastos em tudo, não se consegue sem dinheiro (…) não é por falta de vontade deste executivo nem por falta de trabalho e de empenho, as dificuldades são muitas”.

Questionada sobre o novo Posto da GNR, Mariana Chilra explica que este processo já vem de 2013, “esta obra é da câmara porque o edifício era o antigo edifício da Biblioteca Municipal mas a obra é do Ministério da Administração Interna que fez uma candidatura. A câmara aparece como dona da obra apenas, porque é o proprietário do edifico”.

Conta que no início do mandato tomou “conhecimento deste processo, fizemos a consignação da obra (…) no final de 2014 e a obra teve início em janeiro de 2015. É uma obra que tem um valor superior a meio milhão de euros (…) nós pagamos, temos que avançar com o dinheiro e depois enviamos as faturas para o Ministério da Administração Interna que nos paga passado cerca de mês e meio a dois meses, aquilo que vamos pagando”.

Mariana Chilra expressa que não foi este processo que causou problemas com o empreiteiro que abandonou a obra sem estar concluída “em julho do ano passado. Foi o facto do empreiteiro considerar que existiam alguns erros de projeto e que havia trabalhos que não tinham sido previstos, estamos a falar de omissões, são erros e omissões que na linguagem técnica se chamam trabalhos a mais. Era no entender do empreiteiro, fazer trabalhos que não estavam previstos no contrato”.

Instada sobre como acontece o abandono da obra a meio, quando havia conhecimento por parte do empreiteiro do caderno de encargos, a autarca refere que o empreiteiro alega que “na altura não foi considerado devidamente em termos de projeto que o edifício tinha uma parte velha e que algumas paredes não ofereciam segurança, que exigiam determinado tipo de trabalhos que não estavam previstos no caderno de encargos”.

A questão foi levantada pelo empreiteiro, pelo que, enquanto a situação esteve a ser avaliada, “a empresa abandonou a obra porque entendia que não havia condições para avançar”.

Relativamente ao retomar da obra, Mariana Chilra afirma que foram pagos mais 47 mil euros para “os trabalhos a mais”, tendo-se mantido a candidatura que foi financiada a 100%, “não é uma obra que implique um esforço do município a não ser o adiantamento do dinheiro”.

Também a obra do polo Escolar de Terena foi alvo de abandono por parte do empreiteiro. A autarca diz que foi devido à falta de pagamento ao sub-empreiteiro, “obviamente que ninguém consegue fazer obras se não houver pagamentos (…) tivemos que reunir com o empreiteiro, apelar ao bom senso, às vezes é necessário fazer cedências de parte a parte e também conseguimos que aquela obra esteja concluída e em condições de ser entregue”.

Questionada diz que neste momento não existem obras paradas no concelho. “A remodelação das águas de Pias, Aldeia da Venda, Casas Novas de Mares, está na fase final, os trabalhos estão a ser concluídos. Também é uma obra que esteve suspensa porque o empreiteiro exigiu não só o pagamento da obra mas também do valor em atraso de cerca de 250 mil euros que estava em dívida de outras obras (…) também aqui foi necessário fazer alguns acordos e cedências”.

A Presidente da Câmara Municipal de Alandroal assegura que devido à candidatura ao POVT ter sido aprovada “em agosto de 2015, foi motivo mais do que suficiente para voltarmos a falar com o empreiteiro e para avançar com os trabalhos que estão a concluir neste momento”, sendo uma obra “que permitirá melhorar em muito a distribuição da água na freguesia de Santiago Maior e aumentar a pressão e fazer com que a água chegue com maior quantidade e qualidade às pessoas daquela freguesia”.

 

Populares