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No 25 de Abril a “Redistribuição da riqueza” é questão central, diz João Oliveira no seu comentário semanal (c/som)

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 26 de Abril, começou por falar acerca das palavras do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa em que abordou temas como a maior criação e distribuição de riqueza.

Segundo o deputado, o discurso do Presidente da República “toca vários aspetos da situação nacional quer da situação internacional” de natureza politica, económica ou social e a questão da riqueza “é de facto um dos elementos mais relevantes da intervenção, a par da referência que foi feita ao poder local democrático”.

O Comentador da RC diz ainda que “as transformações políticas, económicas e sociais que se alcançaram com o 25 de Abril têm como uma das questões centrais a redistribuição da riqueza de forma mais justa” e “nós precisamos de criar mais riqueza, para criar mais emprego e para dependermos menos do estrangeiro, mas precisamos também que a riqueza seja distribuída de forma mais justa”.

“A riqueza em Portugal está cada vez mais concentrada nas mãos de um pequeno número de milionários”, mencionou o deputado comunista, acrescentando que “aquilo que é distribuído aos trabalhadores em salários, subsídios de férias, subsídio de natal, em prestações sociais, é menos do que aquilo que é distribuído em juros de lucros”.

Ainda sobre a distribuição da riqueza, o Comentador João Oliveira diz que “a necessidade de fazer uma valorização geral dos salários é um elemento indispensável para que a riqueza seja distribuída de forma mais justa”, e também a contratação coletiva, segundo o deputado, dizendo que “quando falamos dos contratos coletivos de trabalho, estamos a falar de condições concretas de trabalho e de remuneração desse trabalho”.

Em torno das notícias que indicam que as ajudas á banca somam 21 mil milhões á divida pública o deputado refere que “isso continuou com a situação do Banif e agora do Novo Banco”.

João Oliveira acrescenta ainda que “é o retrato de uma opção errada que pesa sobre os ombros dos portugueses e vai pesar durante muitos anos”.

Sobre a nacionalização do Novo Banco, o deputado Comunista diz que o seu Partido defendia “a solução que permitia diminuir essa fatura”, e o Estado a ficar com o Banco “podia vir rentabilizar aqueles ativos e podia vir, mais a frente, a diminuir a fatura”.

No final do seu comentário João Oliveira falou acerca das eleições em França dizendo que “comprova que o fascismo continua a ser uma solução de recurso que o sistema capitalista tem reservada”.

“Deve obviamente por todos os democratas sobre aviso” disse o Comentador da RC e acrescenta ainda que “Emmanuel Macron não é uma pessoa cujas opções politicas sejam uma coisa muito recomendável” e a “verdade é que a situação que está criada em França obriga a um voto contra Marine Le Pen e um voto contra a extrema direita e o fascismo”, mencionou.

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