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Domingo, Abril 14, 2024

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Oito militares  da GNR suspensos  por intimidar e humilhar  adolescente em Vila Nova de Milfontes.

Em Vila Nova de Milfontes, concelho de Odemira (Beja), oito membros da Guarda Nacional Republicana (GNR) enfrentaram penalidades de suspensão, variando entre 150 e 130 dias, após terem provocado medo e humilhação a um adolescente de 17 anos. Este incidente, ocorrido na madrugada de 21 de julho de 2021, envolveu ofensas ao efetivo por parte do menor durante uma festa ilegal em plena pandemia de covid-19. Os castigos foram oficializados no Diário da República no início deste mês, conforme despachos do ministro da Administração Interna.

Informações retiradas do processo disciplinar e dos despachos, acessíveis através da página da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), detalham que os militares tentavam dispersar uma aglomeração de jovens numa praia quando detiveram o menor. Posteriormente, levaram-no para um local isolado perto do mar, onde o intimidaram questionando sua capacidade de nadar algemado, induzindo o adolescente a um estado de grande aflição.

Os militares, após removerem as algemas sob o pretexto de evitar danos por contacto com a água salgada, instigaram o jovem a fugir, exacerbando a sua angústia. O menor, escondido entre vegetação e após verificar a partida dos agentes, conseguiu contactar uma prima que o resgatou.

A inspetora-geral da Administração Interna, Anabela Cabral Ferreira, no seu despacho, condenou as ações dos militares, enfatizando a gravidade da conduta, especialmente por visar um menor em condição vulnerável. Sublinhou que tais atitudes não condizem com os valores esperados da GNR.

Adicionalmente, um inquérito judicial conduzido pelo Ministério Público resultou em arquivamento, por falta de evidências suficientes para sustentar acusações de ofensa à integridade física, abuso de autoridade, sequestro, tortura, falsificação de documentos, denegação de justiça e prevaricação.

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