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Sexta-feira, Abril 12, 2024

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Perto de 50 portugueses já saíram da Ucrânia e serão repatriados, diz o Governo

DW.com

Perto de 50 portugueses saíram da Ucrânia nas últimas horas, após a Embaixada portuguesa em Kiev ter organizado várias missões de “resgate”. Estas pessoas irão ser repatriadas nas próximas horas, segundo referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

“Esta meia centena de pessoas, exatamente são 48, já saíram, já estão fora do território ucraniano e concentrar-se-ão na Roménia”, disse o ministro à Lusa, salientando que 35 destas pessoas já estão em território Romeno e 13 na Moldova.

Segundo Augusto Santos Silva, “a partir do momento em que estejam concentrados e formem um único grupo”, na Roménia, está assegurado “o repatriamento por via aérea”.

O ministro recordou que a “deslocação foi organizada anteontem e ontem [quinta e sexta-feira]com saída por via terrestre na direção da Roménia”, destino ao qual um dos grupos já chegou.

Nesse grupo, inicialmente composto por 41 pessoas, seis ficaram para trás por serem homens luso-ucranianos entre os 18 e os 60 anos, e poderem ser chamados para combate ao abrigo da lei marcial no país.

Esse grupo “mais avançado, que saiu logo com o senhor embaixador, é constituído por 35 pessoas e está neste momento no Norte da Roménia, alojado já em território romeno, e está já a ser apoiado pela embaixada portuguesa em Bucareste”.

Quanto ao segundo grupo, é composto por “uma carrinha na qual vêm 13 pessoas, e esse grupo acaba de passar a fronteira da Ucrânia para a Moldova”, já estando também fora da Ucrânia “a caminho da Roménia”, e conta com “apoio da embaixada em Bucareste”.

O ministro esclareceu ainda que as operações de saída de portugueses estão a contar com o apoio de militares lusos “desarmados”, que reforçaram a comitiva da embaixada em Kiev.

“São operacionais habituados a estas operações, como eles dizem, de ‘exfiltração’, portanto de retirar pessoas”, não devendo este auxílio ser tomado como “qualquer ação militar que esteja em curso”.

Devido às suas competências próprias, os militares “ajudam os diplomatas a organizar pessoas, a encontrar contactos, a alugar carrinhas, a encontrar motoristas”, detalhou o chefe da diplomacia portuguesa à Lusa.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 120.000 deslocados desde o primeiro dia de combates.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

 

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