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Região Alentejo tem a maior prevalência de diabéticos do país, mas apenas “6,5% estão diagnosticados”, diz Presidente da Diabentejo (c/som)

A região Alentejo apresenta a maior prevalência de diabetes, segundo relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativo a 2016, divulgado esta semana, que informa ainda que cerca de 11 portugueses morrem diariamente, devido à diabetes (número inferior a 2015).

Esta maior prevalência na região Alentejo (11,3%), é justificada pelo facto de a “população ser idosa”, faixa etária com “um risco maior” de aparecimento da diabetes tipo II, explica José Gonçalves, Presidente da Diabentejo (Associação dos Diabéticos Alentejanos), em declarações à RC.

A percentagem nacional de diabéticos prevista é de 13,3%. Na região Alentejo a percentagem é semelhante, sendo que apenas “6,5% é que estão diagnosticados”.

Segundo dados do Observatório Nacional da Diabetes, “16% dos internamentos era por diabetes”, correspondendo maioritariamente a internamentos de oftalmologia e devido a alterações circulatórias inerentes à doença.

O Presidente da Diabentejo considera que “deveria haver uma consulta da diabetes multidisciplinar”, em que o doente seria “atendido por uma equipa” que conseguisse intervir e direcionar para serviços, visando a prevenção de “complicações mais graves que a diabetes traz”.

Considerando o facto de a doença estar presente maioritariamente na população idosa, relativamente aos Lares, considera que “as pessoas que lá trabalham não estão adequadas para este tipo de tratamentos”. Podendo ministrar a medicação receitada, “não terão a formação necessária para alterar a medicação e os médicos nem sempre estão presentes”.

Sendo a diabetes tipo I associada a uma condição em que o pâncreas deixa de produzir insulina, sendo necessária a ministração da mesma, a mais frequente é a diabetes tipo II. Esta condição, por sua vez, é tratável com comprimidos e com alterações na alimentação e no estilo de vida, uma vez que o corpo ainda produz insulina, mas não em quantidade suficiente. Para além do fator da hereditariedade, a diabetes tipo II está associada ao “excesso de peso, a uma alimentação não cuidada e um estilo de vida não saudável”, surgindo frequentemente com o envelhecimento. De salientar que para além de possuir uma população muito envelhecida, a região Alentejo apresenta a maior taxa de prevalência de obesidade de Portugal Continental (segundo dados da DGS).

“As pessoas não estão predispostas” a alterar comportamentos para alimentação e hábitos mais saudáveis, afirma.

Considerando que dos 13,3% da população portuguesa que se prevê que tenham diabetes, 44% não se encontram diagnosticados, o Presidente da Diabentejo acrescenta que existe atualmente um projeto da Gulbenkian que tenciona “determinar pelo menos 50 mil diabéticos não diagnosticados”. Através de um inquérito, a população entre os 20 e os 79 anos, fica a saber “a sua possibilidade de vir a ser diabético”.

 

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