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Quarta-feira, Junho 19, 2024

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“Se não existisse o CECHAP não saberíamos que o nosso mármore foi utilizado há 2 mil atrás” diz Carlos Filipe, CECHAP(c/som)

O CECHAP- Centro de Estudos de Cultura, História, Artes e Patrimónios está em Vila Viçosa desde 2011.

Este Centro de estudos Conta com uma equipa de profissionais com formação superior em diversas áreas das ciências, bem como na cooperação da investigação em parceria com instituições académicas e da sociedade civil, participando numa rede  nacional e internacional.

À margem da apresentação da Revista Callípole, que aconteceu no passado domingo, a Rádio Campanário falou com Carlos Filipe, o seu responsável sobre a importância que esta Associação tem tido, ao longo dos anos, especialmente no setor dos mármores.

Carlos Filipe começou por nos referir “este projeto nasceu em Lisboa em 2007, no ISCTE, com muitas discussões onde se

devia fixar, e Vila Viçosa aparecia em 6º lugar” acrescentando ainda assim que a escola acabou por recair sobre Vila Viçosa precisamente “devido à ligação com os mármores.”

Hoje, este Centro de Estudos já integra uma Rede Internacional na Europa, representando Portugal, rede esta que tem como missão “estudar a evolução histórica da utilização dos mármores na Arquitetura, no Urbanismo e na escultura e da qual o CECHAP faz parte.”

Carlos Filipe explica ainda que o centro está com “variadíssimos projetos, transversais, muito focados na história local” adiantando ainda que “o CECHAP tem um papel fundamental para ajudar os concelhos, a Região, a ser conhecida numa perspetiva de futuro.”

No que diz respeito ao sector dos Mármores, Carlos Filipe considera que o CECHAP alavancou este setor “sobretudo pelas parcerias existentes, em primeiro lugar com a Academia e também com as restantes Instituições, nomeadamente os Municípios, as Fundações e outros atores do território.”

O responsável do Centro de estudos explica ainda que estas parcerias só são possíveis porque “de parte a parte há boa vontade para falar e para acordar.”

O trabalho tem que ser sempre numa dinâmica partilhada de transmissão de conhecimentos” especificando que o trabalho do Centro assenta em dois pilares: a investigação e a produção cultural.

No que diz respeito à primeira componente, a investigação, nos mármores, o CECHAP destacou “na época da arqueologia romana, nós não tínhamos noção que os nossos mármores , há 2000 mil atrás , chegaram à Península Ibérica, ao norte de África e a Itália, com uma larga utilização.”

Carlos Filipe salienta ainda, a propósito da importância dos Mármores “desde 1507 até hoje não temos um ano interrompido de documentação que nos leva a saber que os mármores foram explorados, transformados e utilizados.”

 

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