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Terrugem: Gustavo Santos apresentou o livro “Ama-te”. “Fiquei muito surpreendido (…) a convicção de que, quando as pessoas se unem à volta de algo que realmente querem e amam, só pode correr bem” (c/som e fotos)

A aldeia da Terrugem recebeu este sábado, dia 9 de julho, pelas 18h00, Gustavo Santos, o conhecido apresentador do programa “Querido eu mudei a casa”, tendo apresentado o seu mais recente livro “Ama-te”, no Centro Cultural desta localidade.

A obra do escritor é composta por 120 textos inspiradores que propõem uma mudança de vida aos seus leitores.

A iniciativa foi promovida pelo Grupo de Yoga de Terrugem e contou a presença de mais de uma centena de pessoas, que entusiasmadas escutaram e participaram na palestra, respondendo às várias propostas apresentadas pelo escritor e apresentador televisivo.

À reportagem da Rádio Campanário, Gustavo Santos expressou que apesar do calor ser muito, fora do Centro Cultural, na sala, o ambiente estava ainda mais quente, “com uma energia maravilhosa, eu fui completamente surpreendido, não conhecia a Terrugem de Elvas e quando faço 250 quilómetros de casa, venho para um lugar que não conheço, com pessoas que nunca vi, e quando chego aqui, consegue-se de facto orquestrar uma multidão destas, uma sala esgotada, com pessoas de pé, uma sala ampla com estas condições maravilhosas, fiquei muito surpreendido e fiquei com uma gratidão de coração, fantástica e com a sensação de que, uma vez mais, a convicção de que quando as pessoas se unem à volta de algo que realmente querem e amam, só pode correr bem, e foi isso que aconteceu”.

Instado diz que sentiu que podia continuar com a palestra, devido ao agrado das pessoas, “porque os temas nunca acabam (…) eu nunca faço o discurso para dentro, nunca o ensaio, vou sempre atrás do que sinto”, salientando que “ficaram muitas coisas por dizer, mas disse aquilo que eu sentia, que tinha que dizer, e fechei quando sentia que tinha que fechar, mas para mim é muito gratificante sentir que as pessoas continuariam, por elas, a ouvir, quer dizer que a mensagem está a passar e está a tocar no coração”.

Sobre a sua mais recente publicação, “Ama-te”, refere que “ama-te é para mim, sinceramente, o meu propósito de vida, ou seja, recuperar o amor que tinha por mim desde criança, que fui perdendo enquanto fui crescendo, de adolescente até à idade adulta, perdi-o todo, fui ao fundo do poço, consegui escalá-lo sozinho (…) e uma vez alcançado, a sensação que que eu só dependo de mim para ser feliz, preciso de muita gente, mas depende só de mim, agarrei essa questão como se fosse uma missão de vida e é isso que eu faço dos meus livros e na minha casa”.

Relativamente a novos trabalhos, assevera que já está a escrever o próximo livro que será “na linha do Ama-te, para devolver o poder pessoal às pessoas”.

A concluir deixou uma mensagem aos ouvintes da Rádio Campanário de “coragem que é o que tem faltado muito às pessoas. As pessoas sabem o que querem, o que é melhor para elas, o que não querem, sabem o que não é bom para elas, mas muitas vezes falta-lhe a coragem para agirem em conformidade com essa consciência”.

 

Bertila Ribeiro, professora de yoga e a dinamizadora do convite ao escritor Gustavo Santos, para estar presente na localidade de Terrugem a apresentar o seu último livro, declarou à reportagem da Rádio Campanário que “foi muito engraçado” como se desenrolou o processo, que começou por uma aluna ter levado o livro para uma aula de yoga “e abriu o livro ao calha e o que li, fiquei encantada”.

Acrescenta que é hábito “na primeira quinta-feira de cada mês, fazer uma conferencia, uma aula diferente, e trazemos sempre algum convidado e entretanto, a Isabel sugeriu que o Gustavo Santos é que devia cá vir”, o que veio a acontecer.

Questionada sobre o que representa para si o livro “Ama-te”, expressa que “diz tudo, é muito direto, não é preciso a pessoa estar com grandes pensamentos filosóficos, mas são reais, do dia a dia, palavras simples, às vezes duras, muito diretas (…) e acho que faz falta. A base deste livro é a simplicidade na escrita, o que é fabuloso”.

 

 
 

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