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“A violência doméstica é uma outra pandemia que já havia antes do coronavírus e que vai continuar” diz Ana Cardoso da Ass. Ser Mulher (c/som)

Entrevistas 25 Nov. 2020

Assinala-se esta quarta-feira, dia 25 de novembro, o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

O Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou uma ação de sensibilização em Redondo, que contou com a presença da Associação Ser Mulher, de apoio a vítimas de violência doméstica, e do município redondense.

A RC esteve presente e falou com Ana Beatriz Cardoso da Associação Ser Mulher, que referiu que a “violência doméstica é uma outra pandemia que já havia antes do coronavírus e que vai continuar”.

A Associação Ser Mulher (ASM) é uma associação sem fins lucrativos constituída em fevereiro de 2016. A ASM resultou do propósito de dar continuidade ao apoio e acolhimento a vítimas de violência doméstica na cidade de Évora, que era desenvolvido pelo Lar de Santa Helena – Irmãs Adoradoras, desde 1995.

Questionada sobre qual o trabalho que a ASM faz, Ana Beatriz Cardoso explica que existem três respostas diferentes. Uma primeira linha de estruturas de atendimento em que os objetivo é que “não tenham que ser as vítimas a deslocar-se à sede de distrito para receberem o apoio, mas são as equipas que se deslocam a cada um dos concelhos numa lógica de proximidade, numa lógica até de evitar uma acrescida vitimização das pessoas, portanto, podem vir à Câmara como quem vai pagar a água, por exemplo, e em dias pré determinados estará uma equipa para as atender”. Porém, “sempre que houver uma situação de urgência, a equipa virá até Redondo para fazer os encaminhamentos que sejam necessários”.

Para além destas estruturas de atendimento “existem depois as casas de acolhimento de emergência e as casas de abrigo”.

Muitas vezes existe algum constrangimento por parte das vítimas em denunciar um caso de violência e, por isso, esta Associação ajuda também nesse processo.

Segundo Ana Beatriz Cardoso, “esta questão tem muitas paletas, não se pode esquecer que a maioria das mulheres só faz denúncia depois de 10 anos e depois de 30 episódios de violência sofridos por si e que normalmente as vítimas vão fazendo tentativas para sair da relação e não saem com medo de serem culpadas. Ser vítimas é extraordinariamente difícil, é sentir muitos medos, muitas dificuldades e que é muito difícil quebrar o silêncio e fazer uma denúncia”.

Nesta ação de sensibilização foi também referida a criação da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Redondo. Para a representante da Associação Ser Mulher “é muito importante” pois “pelo menos em 40% das situações em que há violência doméstica entre os progenitores, estão presentes as crianças. Também nas questões de assassinato/homicídio das mães, na maioria dos casos as crianças estão presentes e isto demonstra que a violência doméstica é uma situação de risco e de perigo para as crianças e sabemos que muitas vezes em situação de violência é necessário sinalizar, até porque as crianças também estão em perigo”.

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