“As faixas etárias mais novas estão mais alerta para a sustentabilidade do que os mais velhos”, diz Ana Costa Freitas, reitora da UÉ (c/som)

Entrevistas 16 Set. 2021

Decorre hoje e amanhã, dia 17 de setembro, na Universidade de Évora, a primeira edição da Conferência Mundial sobre Turismo Sustentável, "A World for Travel - Évora Forum 2021, promovida com o apoio da Visit Portugal. A iniciativa conta com mais de 140 oradores nacionais e internacionais de diferentes áreas.

Na abertura do evento esteve presente a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, (via online), Vítor Silva, o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Ana Costa Freitas, a Reitora da Universidade de Évora, Carlos pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora e Christian Delom, Secretário-Geral A World for Travel.

Esta primeira edição do evento, tem como objetivo definir um plano de ação e compromissos concretos a seguir até 2023 para um turismo mais sustentável num futuro próximo. A reflexão envolve desde questões associadas às alterações climáticas até à "grande transformação" que terá de haver no negócio turístico, aberta com a crise da pandemia covid-19.

A Rádio Campanário esteve hoje presente na Conferência Mundial sobre Turismo Sustentável, "A World for Travel - Évora Forum 2021", e falou com Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora.

Questionada sobre se o facto de receber um evento à escala Mundial na Universidade de era motivo de orgulho, Ana Costa Freitas, referiu que “principalmente neste momento pós pandemia, é um evento muito importante e tem vários significados, um deles é o facto de nós estarmos todos juntos outra vez.”

Sobre a organização do evento, Ana Costa Freitas refere que a Universidade de Évora começou a “discutir este evento, há cerca de dois anos,” sendo que foi adiado duas vezes por causa da pandemia, “e o facto de estar aqui tanta gente, de ser um evento Mundial,” sobre turismo, e um turismo muito “preocupado com o futuro”.

Numa cidade como Évora é isso que se pretende, pois, é “do turismo” assim como “o Alentejo no seu geral, que vivemos”.

Ana Costa Freitas refere que “temos a necessidade de, apesar do turismo, preservar este ambiente controladíssimo em que vivemos, ambiental, em termos de alterações climáticas, de sustentabilidade, de ecossistema, entre outras, está muito preservado” acrescentando que “o facto do Turismo ter estas preocupações e ser isso que vai ser discutido aqui é muito importante.”

A reitora da UÉ avança que “terem escolhido Évora para um evento que, se não for anual será bianual, acho que isto é muitíssimo importante.”

Questionada sobre se o facto de haver uma licenciatura em Turismo na Universidade se esta iria beneficiar com esta 1º Conferência de Turismo Sustentável, Ana Costa Freitas refere que “ Com certeza. Os professores do curso de turismo estarão aqui a assistir e estarão interessados neste evento,” referindo que se não estiverem em formato presencial estarão em formato online assim como os alunos.

Esta Conferência é uma forma “de informação para formação, que é super importante para os alunos e para os docentes,” conclui a reitora.

 Questionada sobre se achava que era importante o despertar da consciência da sustentabilidade nos jovens, a reitora refere que “Curiosamente eu não acho que a importância esteja nas faixas etárias mais novas, eu acho que as faixas etárias mais novas estão muito mais alerta para tudo isto do que os mais velhos,” acrescentando que “ o problema são exatamente os mais velhos porque ao alterar o modo de vida como temos vindo a alterar”, que os mais velhos não acompanham porque  “no inicio não havia essas preocupações e as pessoas agora tem tendência a pensar: Sou só eu, o que é que acontece?” Concluindo que “os mais novos estão muito mais alerta para isso. “

Ana Costa Freitas deu vários exemplos dos comportamentos mais sustentáveis que os jovens têm, referindo que “estão mais alertas para coisas tão simples como separar o lixo em casa, para não gastar água, para dizer: sim vamos de bicicleta porque é mais sustentável, para não apanhar flores e não estragar o nosso ecossistema, para todas estas pequenas coisas que nós no nosso dia a dia.”

Para estes comportamentos segundo nos referiu a Reitora “obviamente que para eles estarem alerta é preciso que haja mais consciência dos mais velhos, mas eu acho que, as escolas, as famílias e o facto de se falar muito deste assunto, tem despertado para o assunto.”

Segundo Ana Costa Freitas “quem não está alerta na realidade é a economia, quando eu falo de economia somos nós, em que é muito fácil dizer que temos que ser mais preocupados com o planeta mas ninguém dispensa o telemóvel, ninguém dispensa dois ou três comutadores em casa, ninguém dispensa um ou dois carros” acrescentando que “essas são as questões que nós temos que mudar, e é isso que nos custa,” rematando que apesar de se ir mudando aos poucos,  “ se fizermos os mínimos “de grão a grão enche a galinha o papo”.

 

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