Estremoz

Congresso PS: “Queremos um partido mais organizado, com mais força e preparado para os grandes combates políticos que se avizinham”, diz Luís Dias (c/som)

Entrevistas 12 Set. 2020

Como a RC noticiou ontem [ler aqui], as Federações Distritais do Partido Socialista realizam este fim-de-semana os Congressos Federativos que irão eleger os respetivos órgãos Federativos.

Dos 19 Congressos das Federações do Partido Socialista (PS), onze vão realizar-se de forma presencial e oito de forma mista, ou seja, à distância e presencialmente, e que vão contar com a participação de vários membros do atual Governo.

No Alentejo todos os congressos se realizam de forma presencial e o Congresso da Federação Distrital de Évora está a acontecer na tarde deste sábado no Pavilhão do Parque de Feiras e Exposições de Estremoz. Luís Dias, atual presidente do Município de Vendas Novas vai tomar posse como o novo Presidente da Distrital do PS de Évora, sucedendo a Norberto Patinho. Na sessão de encerramento do Congresso, marcará presença o Secretário de Estado da Saúde, António Sales.

A Rádio Campanário esteve presente no início dos trabalhos e falou com o novo Presidente da Federação Distrital do PS de Évora, Luís Dias.

Em declarações a esta emissora sobre os objetivos enquanto novo Presidente refere que “queremos um partido mais organizado, com mais força e preparado para os grandes combates políticos que se avizinham, nomeadamente, para um processo autárquico exigente que, de alguma forma nos vai consumir muita energia e onde a organização vai ser determinante porque não temos dúvidas que temos as pessoas certas para cada concelho e a nossa ambição é manter os nossos autarcas atuais e aumentar o número de freguesias, o número de câmaras, o número de eleitos no global”.

Sobre a escolha dos candidatos do PS para as eleições autárquicas do próximo ano garante que ainda não há escolhas: “tomaremos posse hoje, mas iniciaremos os trabalhos de seguida, portanto não há nomes definidos. Não há ninguém que se possa afirmar como candidato porque daqui para a frente é que vamos começar a trabalhar num processo muito exigente, mas também muito ambicioso”.

Quanto às medidas que vão ser tomadas para o distrito de Évora e as dificuldades que se têm sentido a nível da saúde um pouco por todo o Alentejo, sobretudo com a COVID-19, Luís Dias esclarece que “há diagnóstico feito, há um trabalho que está a ser implementado e, da parte do PS, o que há a dizer é que temos total confiança nos nossos atores para continuarem a fazer aquilo que garantiu que até agora tivéssemos o mínimo possível de casos no nosso Alentejo e, portanto, máxima confiança na ARS Alentejo, máxima confiança na Segurança Social, máxima confiança na educação agora que vai arrancar o ano letivo mais difícil e mais exigente de todos os tempos, mas também muita confiança nos nossos autarcas que estão no terreno a garantir e a salvaguardar que tudo funciona para que o risco seja o menor possível. É só isto que queremos, reduzir risco para aumentar a resiliência comunitária e, de alguma forma, passarmos o melhor possível por este período que se avizinha bem difícil”.

Quanto aos sonhos enquanto Presidente da Federação Distrital de Évora do PS afirma serem “grandes”.

“O Alentejo tem hoje um conjunto de mais valias que, felizmente, temos sabido aproveitar nos últimos anos e essas são de manter”, frisa.

O socialista exemplifica estas mais valias com o setor do turismo, enaltecendo que o Alentejo é “a região do país que mais se afirmou e que mais dinheiro realiza por unidade e isto é um fator importantíssimo, porque há muito dinheiro que fica no Alentejo graças ao turismo”.

É ainda referido o novo Hospital Central do Alentejo (HCA), que “está a seguir os procedimentos necessários para poder ver a luz do dia, ou seja, para começar a obra, algo que esperamos que venha a acontecer já no próximo ano. A obra de um hospital que vai resolver em muito os problemas que ainda existem”.

Sobre este concurso do HCA explica que “a previsão neste momento do concurso público que foi feito, é que vai ser feito em menos tempo e, portanto, é necessário reajustar programas financeiros. Agora é necessário ajustar o programa e começar obra. Uma obra que vai ser em menos tempo do que se previa no caderno de encargos e ainda bem, porque os alentejanos e os eborenses precisam muito desta infraestrutura que vem reforçar de maneira incomparável os serviços de saúde”.

Já sobre a área da educação reforça “a defesa da escola pública” enquanto “vetor primordial de quem defende que a educação é a melhor maneira de termos gerações preparadas para o futuro”.

Aponta ainda a aposta no ensino profissional, pois “sentimos hoje que há áreas profissionais onde não temos pessoas, onde os quadros estão demasiado envelhecidos e onde a resposta tem de surgir no curto prazo”.

Por fim, refere ainda como sonho enquanto novo Presidente, “o desenvolvimento económico, a criação de infraestruturas que deem condições às empresas para virem para o Alentejo com sistemas de incentivos especializados. (…) Aquilo que queremos é combater esta desertificação que tantos falam há tantos anos que tem vindo a ser combatida, mas que ainda não está trabalhada a 100% e é isso que é o nosso desígnio”.

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