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Alandroal contemplado com programa CLDS. Provedora da Santa Casa da Misericórdia considera que “as verbas estão mal distribuídas” (c/som)

Regional 28 Jul. 2015

O concelho de Alandroal é um dos territórios, num total de quatro, no distrito de Évora (Alandroal, Redondo, Borba e Mora) que vai ser contemplado pela Segurança Social, no âmbito do Programa Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS).

Os Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS) têm por finalidade promover a inclusão social dos cidadãos, de forma multisetorial e integrada, através de ações a executar em parceria, para combater a pobreza persistente e a exclusão social em territórios deprimidos.

No concelho de Alandroal o projeto tem como Entidade Executora O Cantinho Amigo de Terena e como Entidade Coordenadora a Santa Casa da Misericórdia de Alandroal, contando com o Município de Alandroal como parceiro.  

Em declarações à Rádio Campanário, a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Alandroal, Dulce Gonçalves, referiu que a candidatura já foi apresentada, aguardando-se a aprovação em setembro e o começo das ações no dia 1 de outubro.

Dulce Gonçalves disse que o projeto “está muito virado para o emprego, para a pobreza infantil, fomos contemplados porque é um concelho com um índice de desempregados bastante elevado e o índice de envelhecimento bastante elevado”.

No entanto a provedora realça que “existe uma falha”, considerando que a verba disponibilizada para os idosos “é muito pequena e algumas das atividades que nós tínhamos acabaram por ser retiradas”.

Um programa muito virado “para o emprego e para nós é sempre um risco, temos consciência disso mas vamos capacitar as pessoas e torna-las mais ativas, informá-las melhor”, refere Dulce Gonçalves, “os empregos não nascem de um dia para o outro, é preciso investimento, empresários, mas também temos uma vertente que é apoiar os empresários no sentido de os informar das possibilidades que eles têm, de candidaturas, mas é um bocado arrojado e temos a consciência que não é fácil”.

No entanto a provedora considera que as verbas “estão mal distribuídas, há verbas específicas para os técnicos”, acrescentando, “eu pensava no início que podíamos transitar verbas dos técnicos ou ter técnicos das próprias instituições a fazerem o trabalho e canalizar esse montante para ações, e não é possível”.

São cerca de 68 mil euros direcionados para os técnicos, refere a Dulce Gonçalves, “de um montante total de 150 mil euros por ano”.

No entender da provedora “é uma aventura muito grande” para a Entidade Executora, “estamos preocupados mas se não avançássemos mais ninguém avançaria e era quase um dever nosso, vamos ter que suportar quatro ou cinco meses de salários, avançar com esse dinheiro antes de o recebermos, e é sempre um esforço financeiro muito grande que muitas instituições não conseguem”.

 

A Rádio Campanário falou também com a presidente da Câmara Municipal de Alandroal, Mariana Chilra, para quem “esta situação é bastante importante para o concelho porque as instituições sociais podem ir buscar cerca de meio milhão de euros para o trabalho na área social”.

A autarca destaca que Alandroal foi contemplado “pelas dificuldades que apresenta e temos um conjunto de entidades que estão interessadas e empenhadas em resolver os problemas das populações no Alandroal”.

“O dinheiro repartido por todas as instituições é muito pouco, mas para nós é muito importante e não podemos dizer que seja uma resposta suficiente porque a dividir pelo número de dificuldades e de casos que temos no concelho acaba por ser muito pouco mas ainda assim é uma ajuda”, conclui.   

 

Os CLDS contemplam um modelo de gestão que prevê o financiamento induzido de projetos selecionados centralmente, privilegiando territórios identificados como mais vulneráveis, definidos por despacho do membro do governo responsável pela área da Segurança Social.

Cada Projeto deve incluir ações de intervenção obrigatória que respondam a necessidades diagnosticadas.

O Programa aplica-se a todo o território nacional e aposta numa concentração de recursos nos seguintes eixos de intervenção: Emprego, Formação e qualificação; Intervenção familiar e parental; Capacitação da comunidade e das instituições e Informação e acessibilidade.

 

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