Alentejo

Alentejano inventa o “Melhor Modelo de Gestão da Performance” do mundo (c/som e dados)

Regional 29 Jun. 2018

A Campanário entrevistou em exclusivo o Cientista Empresarial por de trás do melhor modelo de gestão da produtividade do mundo, que nos contou em que se baseia esta espécie de jogo entre equipas, e como poderá ajudar o Alentejo a crescer em áreas como a aeronáutica.

Natural de Reguengos de Monsaraz, Engenheiro Informático e de Computadores, pelo Instituto Superior Técnico e com um percurso profissional na área da Gestão, Ricardo Pateiro Marcão começou o seu percurso profissional na Presidência do Conselho de Ministros há cerca de 8 anos, durante a conclusão do seu primeiro mestrado. Daí migrou para a consultoria, formou-se em Gestão, fez duas pós-graduações, Finanças na Universidade Católica Portuguesa e em Inovação e Estratégia na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, e encontra-se a terminar o seu Doutoramento. Foi através do seu percurso académico e em colaboração com uma multinacional francesa que este alentejano criou o denominado “Modelo de Gamification”, apresentado já um pouco por todo o mundo, desde Doha (Qatar), Singapura, Seoul (Coreia do Sul), Los Angeles (USA), Chicago (USA), São Francisco (USA), Ilhas Canárias (Espanha), Madrid (Espanha), Toronto (Canadá), Ottawa (Canadá) e  tendo merecido o prémio de “Melhor Modelo de Gestão da Performance” em muitas destas apresentações, pelo International Institute of Engineers and Researchers.

Segundo o Consultor e Cientista Empresarial, este modelo pretende transformar as tarefas rotineiras numa espécie de jogo ao mesmo tempo que “é um modelo de gestão que permite captar o elevado rendimento e melhorar a nossa produtividade”. Recorrendo “a determinados parâmetros, a que nós chamamos de indicadores de controlo, de desempenho e de risco, conseguimos monitorizar a atividade de qualquer profissional de qualquer sector e conseguimos atribuir-lhe determinada pontuação, que é calculada por um modelo matemático”. Posteriormente, utilizando esses dados, “utilizando este modelo, nós conseguimos garantir uma melhoria do comprometimento das pessoas que estão a jogar, os jogadores, e conseguem inevitavelmente melhores resultados”.

Para chegar a estes resultados, Ricardo Pateiro Marcão explicou que “houve mais do que uma empresa envolvida, em termos de quantificação de resultados”, isto numa área “que é muito recente em Portugal e até no mundo”, mas que tudo “nasceu da realização de um “assessment”, que é uma análise de todas as lacunas existentes dentro de uma organização, para percebermos o que é que poderíamos melhorar”. No segundo passo “acabámos por tentar perceber o que é que se conseguiria desenvolver para conseguir potenciar os seus resultados e daí nasceu este Modelo de Gamification”, que não é mais que “um modelo matemático”.

Sobre os testes elaborados em empresas, através de modelos piloto, o investigador diz que “já houve empresas que experimentaram” este modelo, sendo a primeira “uma empresa do setor público, enquadrada no setor da saúde, numa ótica de gestão de projeto”, onde “nós tentámos implementar uma nova metodologia de gestão de projeto em que as tarefas dos colaboradores eram medidas pelo seu desempenho” e “teriam alguma pontuação associada, de forma a poder criar um jogo”, o que resultou “na antecipação dos prazos de entrega do projeto”.

Já no âmbito empresarial de “uma empresa de 2 mil pessoas”, utilizando “apenas uma equipa identificada como um projeto piloto, com perfis da área da gestão”, com 70 pessoas, onde “foram criadas equipas e duas ligas que competiam uniformemente entre si, de forma a conseguir os melhores resultados possíveis”. Foi um projeto correu “extremamente bem, durou cerca de 6 meses e o prémio para todos os jogadores acabou por ser uma viagem ao Brasil com tudo pago”.

Por isso, o terceiro passo traçou como objetivo “atingir os 2 mil colaboradores que persistiam e é neste estado que estamos neste momento”

Por fim, sobre a possibilidade de implementação ou inovação na economia alentejana, Ricardo Pateiro Marcão refere que uma boa aposta seria no Sector Público, pois “tendo em conta que o Sector Público tem regras específicas para a avaliação dos seus colaboradores, implementadas há relativamente poucos anos, essas regras poderão ser medidas através dos mesmos indicadores que defini para este contexto mais empresarial”. Pelo que “conseguimos potenciar obviamente, não numa perspetiva de redução de custos, mas sim numa perspetiva de potenciação da performance dos colaboradores, que é uma lacuna existente no Sector Público, de forma a que consigamos atingir melhores resultados”.

Por outro lado, “este modelo é também aplicável ao sector da aeronáutica, que se insere no macro sector industrial. Pois “neste tipo de setor nós temos muitas atividades, até ao nível da manufatura”, onde existe “a necessidade de definir o mesmo tipo de indicadores porque são atividades que precisam de um acompanhamento mais particular”, gerando “resultados, obviamente, mais promissores do que apenas numa área mais económico-financeira”.

Imagem1 - Enquadramento do conceito de Gamification:

Imagem2 - Resultados atingidos com a segunda fase do Modelo:

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