Borba

André Ventura fala em exclusivo à RC e diz "Poderíamos ter sido nós a marcar a manifestação, mas apenas nos juntámos a uma iniciativa popular" (c/som)

Regional 07 Nov. 2019

A invasão ao quartel do Bombeiros de Borba, no passado sábado, por um grupo de 20 pessoas de etnia cigana que agrediram elementos da corporação, tem gerado as mais diversas formas de protesto e manifestação.

O CHEGA, foi o primeiro grupo parlamentar a mostrar a sua solidariedade para com os soldados da paz, marcando uma visita do seu líder, André Ventura, ao quartel de Borba, seguida de uma manifestação pacífica junto da população borbense.

De notar, que durante o dia de hoje o Presidente da República e o Ministro da Administração Interna reuniram com o executivo borbense e com o Comandante dos Bombeiros de Borba para tentar solucionar o problema que se vive com a comunidade cigana.

A Rádio Campanário falou em exclusivo com André Ventura, deputado eleito pelo CHEGA, que estará presente no próximo sábado em Borba para apoiar a corporação e a população.

Aos nossos microfones André Ventura começa por que explicar que “tivemos conhecimento da situação pouco tempo depois de ter ocorrido, procurámos obter o maior número de informação pelas vias oficiais”.

O deputado refere que “ao contrário de outros partidos não tivemos nenhuma limitação em condenar esta situação, em apontar o dedo ao MAI que continua a olhar para o lado em matéria de segurança dos bombeiros”.

Para André Ventura “caso se confirme a origem dos agressores temos de continuar a apontar o dedo para os problemas que se vivem em Portugal com a etnia cigana”.

“O estado prefere dizer que os problemas com a etnia cigana não existem e chama-nos racistas”
André Ventura

 

O parlamentar considera que “não vamos desvalorizar nem ignorar como fez o Sr. Ministro da Administração Interna”, justificando assim a presença “em Borba para defender os soldados da paz e a população”, acrescentando que “não vamos desistir enquanto o Sr. Ministro não esclarecer o que se passou”.

Questionado pela RC sobre a organização da manifestação, André Ventura refere que “poderíamos ter sido nós a marcar a manifestação, mas o partido não o fez, nós apenas nos juntámos a uma iniciativa de natureza popular”

“É de louvar os locais dizerem que já chega desta situação, pois não é a primeira vez que episódios destes acontecem”
André Ventura

André Ventura deixa a garantia “exista manifestação ou não estaremos no quartel dos Bombeiros de Borba onde iremos garantir junto dos mesmos e da população de Borba que estaremos ao lado deles na denúncia e na defesa deste tipo de situações”.

“O CHEGA não tem responsabilidades governativas, mas não vamos deixar de apontar como é que é possível como é que só agora é que se fala em fazer protocolos entre os Bombeiros e a Administração Interna, quando era do conhecimento de todos a situação precária e lamentável em que os Bombeiros operam”.
André Ventura

 

O deputado explica que “a informação da manifestação chegou através do gabinete que trabalha comigo, que foi contactado por populares”, acrescentando que “imediatamente manifestamos total disponibilidade para estar presentes”.

“Se a concentração/manifestação fosse organizada pelo CHEGA nós não teríamos problema nenhum em assumir isso”
André Ventura

 

Para o parlamentar “o importante é dar um sinal político que estas situações não se podem voltar a repetir, os bombeiros e a população não podem estar a mercê de agressores que na maioria dos casos ficam impunes”.

A RC questionou André Ventura sobre qual a resolução para estes problemas, ao que o deputado considera “temos de garantir que a comunicação entre Bombeiros e Autoridades locais é efetiva, que não existam esquadras apenas com um elemento, como acontece em inúmeras zonas do país”.

Por outro lado, “a questão é mais funda, e tem que ver com a falta de integração da comunidade cigana no estado português”, acrescentando que “o estado de direito tem de ser firme”.

Confrontado com os relatórios que apontam o RSI como uma ferramenta para que a etnia cigana frequente a escola, André Ventura refere que “nós temos de questionar qual a percentagem da comunidade cigana que beneficia do RSI”.

O deputado explica que “têm de existir da parte das autoridades medidas de integração junto da comunidade cigana”, acrescentando “isto só acaba com uma ação firme da policia e dos tribunais”.

André Ventura exemplifica com “o caso de Alcochete onde existiu uma ação rápida por parte das autoridades, e eu pergunto em que difere Alcochete da invasão do quartel de Borba?”(…) “quantos detidos temos? Digam lá aos portugueses que os indivíduos estão notificados que as pessoas ainda pensam que foram notificados para pagar alguma divida”.

“Os portugueses não aceitam, não podemos ter uma bitola para um lado e outra bitola para outro”
André Ventura

O líder do CHEGA considera que “se a justiça for rápida acaba por passar uma mensagem não só para a comunidade cigana como para todas”, explicando “essa mensagem é a impunidade em Portugal não vai ser tolerada”.

Relativamente a um aproveitamento político da situação, André Ventura refere que “são os mesmo que disseram que me aproveitei em Loures e no Bairro da Jamaica, a verdade é que eu visitei a esquadra do Bairro da Jamaica e o Presidente da República foi visitar os bandidos do Bairro da Jamaica”.

A RC questionou André Ventura sobre possíveis desacatos que se venham a verificar na manifestação, referindo o deputado que “já entrámos em contacto com as autoridades locais, não vamos para criar conflitos, vamos para nos juntar aos nossos soldados da paz e para estar ao lado da população”.

“Se a minha presença gerar desacatos, mais uma vez mostra que quem os gera não vem por bem”.
André Ventura 

 

André Ventura considera que “não podemos ter uma comunidade que ostensivamente não quer integrar-se nas regras do estado de direito”.

A RC confrontou o deputado com as questões culturais da etnia cigana que eventualmente não permitam uma integração na sociedade.

Para o parlamentar “a questão é se o estado de direito pode permitir isso”, exemplificando “a mutilação genital feminina é uma prática cultural em algumas zonas do mundo, no entanto o estado português não o pode permitir pois viola os seus valores fundamentais”, logo “também não podemos ter menores a casar aos 12 anos como acontece na comunidade cigana, por muito cultural que seja”.

Por fim, a RC, questionou André Ventura se alguma vez contrataria uma pessoa de etnia cigana. Ao que o deputado respondeu “se tivesse o mesmo mérito que outro e tivesse práticas condicentes com o estado de direito e com a constituição não teria problema nenhum”.

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