Beja

Beja: Câmara pagava gratificados no Parque Fluvial, GNR responde com “falta de operacionais”

Regional 06 Ago. 2020

De forma a garantir a segurança na praia fluvial do distrito, a Câmara Municipal de Beja solicitou ao Comando Territorial (CTBeja) da GNR os serviços de militares da corporação, mediante o pagamento de gratificados, para garantirem a vigilância e segurança do espaço. Porém, segundo refere o Lidador Notícias (LN), uma semana antes da abertura do espaço o CTBeja fez saber que “não asseguraria o serviço por falta de operacionais”.

Cerca de um mês antes da abertura do Parque Fluvial, a edilidade contactou o Comando da Guarda para saber da possibilidade de ter patrulhas da GNR a garantir a segurança dos visitantes, em determinados horários do dia pretendidos pelo Município.

Em declarações ao LN o presidente da Câmara de Beja referiu que o comandante da GNR fez saber que “não tem operacionais em número suficiente que permitam a execução do serviço”, acrescentando que “nunca houve divergência sobre verbas. A Câmara pagaria o serviço nos termos dos valores tabelados segundo a tabela remetida pela própria GNR”, justificou.

Paulo Arsénio concretizou que “as patrulhas seriam sempre de três elementos, num horário de 6 horas, duas horas de manhã e quatro horas na parte da tarde”.

Inquirido o Comando Geral da GNR sobre o caso, a Divisão de Comunicação e Relações Públicas (DCRP), confirmou o pedido da autarquia de Beja, para um serviço em regime remunerado, entre 17 de julho e 30 de setembro.

O Tenente-coronel Hélder Barros, chefe e porta-voz da DCRP, esclareceu que “a prestação de um serviço remunerado, que não decorra de imposição legal, não é obrigatória, estando dependente de decisão da Guarda”, acrescentando que na situação em causa “independentemente da disponibilidade de efetivo, não encontra a GNR justificação para uma afetação exclusiva de meios”, justificando com a existência de outros espaços na região.

O oficial justificou que a segurança no espaço “será feita através de patrulhamento geral e frequência adequada a cada momento”, rematando que a autarquia “contratou, entretanto, serviço de segurança privada para o local”, não justificando a “falta de operacionais”, evocada à autarquia pelo comando territorial.

Apesar das várias questões colocadas, o Comando Territorial de Beja não prestou qualquer esclarecimento sobre a aludida falta de efetivos e se em algum momento tinha sido solicitado o reforço de operacionais para a referida unidade.

Agora, depois das questões colocadas pelo LN, foi colocada uma patrulha no local durante cinco horas, entre as 14 e as 19 horas, sem qualquer custo que a Câmara Municipal de Beja assumia.

Mas, os militares agora destacados para o serviço pertencem ao posto de Alvito, o que leva a que entre a saída e o regresso à subunidade, tenham que percorrer 90 quilómetros com a viatura da Guarda. Se a patrulha for desdobrada em dois piquetes vindos do mesmo posto, então a distância a percorrer dobra, no total são 180 quilómetros.

O LN questionou o Comando Geral (CG) da GNR sobre as razões que levaram a alterar a posição assumida e porque é o patrulhamento gratuito em vez de remunerado como pretendia a autarquia, justificaram que “não houve qualquer alteração de procedimentos”, acrescentando como esclarecimento que “foi realizado um evento na Praia dos Cinco Reis no passado dia 01 de agosto, havendo, por esse motivo, necessidade de se reforçar o policiamento na referida zona, de forma a garantir o fluxo rodoviário e a prevenção criminal, principalmente junto da zona dos estacionamentos”, remataram.

O CG da Guarda reiterou que o policiamento naquela zona “é efetuado no âmbito da missão geral da Guarda, através de patrulhamento geral e com a frequência adequada à realidade de cada momento”, justificaram.

Contactado o presidente da Câmara de Beja, e sobre um eventual evento realizado no Parque Fluvial no dia 01 de agosto, da responsabilidade da autarquia, desmentiu o mesmo: “Não. A CM Beja tem todos os eventos suspensos até 31/08 e isso aplica-se também a eventos na praia”, rematou o edil.

Paulo Arsénio estranha também a presença física de uma patrulha no Parque Fluvial. “Sendo patrulha estranho que fiquem lá 2 horas da parte da tarde”, acrescentando que “as patrulhas da GNR passam agora com carácter de regularidade pelos Cinco Reis e esse serviço não tem custos para o Município”, rematou.

 

Fonte: Lidador Notícias

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