Borba

A tragédia da estrada de Borba não pode prejudicar o setor e concelhos da zona dos mármores têm que se unir, diz presidente António Anselmo (c/som)

Publicado em Regional 22 julho, 2019

António Anselmo, presidente da Câmara Municipal de Borba, em declarações a esta estação emissora, afirma que “antes da queda da estrada estava tudo bem, depois está tudo mal”, e defende que “se arranje uma solução para a estrada”.

Recorde-se que a 19 de novembro de 2018, a Estrada Municipal 255 que ligava Borba e Vila Viçosa colapsou para o interior de uma pedreira, provocando 5 vítimas mortais, receando agora o autarca, pelo impacto que o acontecimento possa ter no setor dos mármores não apenas dos dois concelhos, mas de toda a região.

“Quando se dá a tragédia, Borba e Vila Viçosa ficaram muito mais pobres”
António Anselmo

 

O autarca defende que os municípios da Zona dos Mármores, nomeadamente “Borba, Vila Viçosa, Alandroal, Estremoz e Sousel” se devem unir, “porque se não, poderemos chegar à conclusão que enquanto antigamente era tudo “muito bem feito e ninguém dava importância nenhuma, neste momento ninguém pode fazer nada”.

É necessário desenvolver esforços conjuntos para evitar “que este setor venha a perder postos de trabalho e a dimensão económica que tem na nossa zona, principalmente dentro de Estremoz, Borba e Vila Viçosa”, defende.

“Estou convencido que o Governo Central irá ter atenção à importância económica, emocional e humana do setor para toda esta zona”
António Anselmo

O autarca considera que deve haver bom censo no estabelecimento de regras no setor, “evitando o 8 ou 80”, de uma “perspetiva coerente e consciente e acima de tudo tecnicamente possível para saber onde é que se pode ou não furar, mas não dizer que está tudo mal”, reitera.

O autarca diz que “as reuniões que têm havido a nível oficial apontam que o caso está em investigação, mas o importante é que se reponha ou que se arranje uma solução para a estrada”.

O presidente de Borba falou à RC por ocasião da apresentação do livro de Tiago Salgueiro, “Estrada Real – Memórias do caminho entre Borba e Vila Viçosa”, cujo prefácio foi convidado a escrever, e onde afirmou que “a estrada tinha uma ligação emocional, económica, humana” para as duas localidades.

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