19 maio 2022
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COVID-19: Só 10% das famílias tinham recursos para suportar o ensino à distância, segundo a Fixando

COVID-19: Só 10% das famílias tinham recursos para suportar o ensino à distância, segundo a Fixando Imagem Ilustrativa
Regional 22 Jun. 2020

Os resultados de um inquérito da empresa Fixando junto de 700 famílias com filhos a estudar revelam que apenas 10% não precisou de comprar equipamento para suportar as necessidades impostas pelo ensino à distância.

Segundo a maior plataforma online para a contratação de serviços locais, 69% dos inquiridos teve de adquirir computador portátil, 22% um tablet ou ipad, 21% um smartphone, 21% auriculares, 20% um computador de secretária e apenas 10% não teve de adquirir equipamento.

Percebe-se assim que os portugueses estavam pouco preparados para o ‘choque’ do confinamento, e foram obrigados, em média, a investir €304 euros por aluno com a transição do ensino presencial para o ensino à distância.

 

Queixas e mais custos como solução

No que toca ao rendimento escolar 56,9% das famílias diz que o rendimento é muito afetado com o confinamento, 37,1% considera que as avaliações não refletem a capacidade real dos alunos e 25,8% defende mesmo que as avaliações são injustas.

Como resultado, diz a Fixando, 35,4% das famílias inquiridas recorreu a explicações para este ano letivo como ferramenta de preparação para os exames. Isto porque:

  • O ensino à distância é insuficiente para obter bons resultados (49%)
  • É difícil manter a concentração em casa e o rendimento baixa (35%)
  •  É necessário apoio individual para exames (35%)
  • A exigência mantém-se e é difícil corresponder (27%)

Os inquiridos (36,7%) dizem que vão gastar mais de €250 em explicações e, em média, cada aluno irá gastar em média €161,62 em explicações este ano ainda.

 

Encarregados de educação sobre os exames:

"Penso que tal como foram adiadas tantas coisas, os exames seriam adiados e a média dos alunos calculada conforme o rendimento do ano."

"Os estudantes/alunos não estão preparados para a realização de exames nacionais tradicionais. Os exames têm de ser adaptados às condições de ensino atuais (métodos de ensino utilizados durante o confinamento provocado pelo COVID-19). Caso contrário, a grande maioria dos alunos não conseguirá corresponder às expectativas quanto às notas finais, o que irá provocar uma descida das notas a nível nacional e possivelmente aumentar drasticamente o nº de reprovações nos exames nacionais."

"Vão ser realizados como nos outros anos, provavelmente com a mesma dificuldade sem os alunos estarem devidamente preparados. Por exemplo, um exame de Matemática é diferente de um de História ou mesmo de Português...nestes últimos a matéria está lá para estudar, há poucas dúvidas em relação ao conteúdo da disciplina, quanto à Matemática, sem acompanhamento presencial constante o grau de dificuldade ainda se torna maior. Espero sinceramente que todos os alunos com exames neste ano consigam atingir os seus objetivos."

"Com avaliação continua os exames nacionais, muitas vezes a disciplinas que não vão ser usadas no seguimento da formação, não fazem sentido. Os professores e ensino contínuo de todo um ano letivo é posto em causa por um dia de prova num momento de 2/3h."

"As alterações introduzidas vão diminuir a diferença de classificações entre um excelente aluno e um aluno mediano, o que irá criar situações de injustiça. Mas face ao atual contexto de pandemia é o possível."

 

Plataformas mais usadas em substituição do ensino presencial

No que toca às plataformas mais usadas, o Zoom e o Skype foram usadas por 64% dos inquiridos, seguidos pela Telescola (49%), enquanto que os 41% recorreu aos meios online para realização de trabalhos e exercícios.

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